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Líderes europeus manifestam apoio à Espanha e destacam papel comercial da UE após ameaças de Trump

Chefes de Estado e autoridades da União Europeia reforçam solidariedade à Espanha e ressaltam que acordos comerciais são negociados em bloco, em resposta a declarações do ex-presidente dos EUA.

04/03/2026
Líderes europeus manifestam apoio à Espanha e destacam papel comercial da UE após ameaças de Trump
Líderes europeus manifestam apoio à Espanha e destacam papel comercial da UE após ameaças de Trump - Foto: Kenny Holston/The New York Times via AP, Pool

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, declarou nesta quarta-feira (4) estar “profundamente grato” pelas ligações e mensagens de apoio recebidas da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, do presidente do Conselho Europeu, António Costa, e do presidente da França, Emmanuel Macron, além de outros aliados europeus. Em publicação na rede social X, Sánchez afirmou: "não à guerra. Sim ao comércio, à cooperação e à prosperidade".

Também na rede X, António Costa destacou que a União Europeia expressa total solidariedade à Espanha. "A UE garantirá sempre a plena proteção dos interesses dos seus Estados-membros. Reafirmamos o nosso firme compromisso com os princípios do direito internacional e com a ordem internacional baseada em regras em todo o mundo", escreveu o presidente do Conselho Europeu.

A vice-presidente da Comissão Europeia, Teresa Ribera, contestou a possibilidade de o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cumprir a ameaça de cortar relações comerciais com a Espanha. Ela destacou que o comércio exterior da UE é negociado em bloco, não de forma individualizada.

“Não é possível realizar retaliações comerciais individuais ou romper relações comerciais”, afirmou Ribera em entrevista à rádio espanhola Cadena Ser. “As negociações comerciais de cada um dos 27 Estados-membros da União Europeia são de responsabilidade da Comissão e não podem ser fragmentadas”.

Na terça-feira (3), Emmanuel Macron declarou que os ataques conjuntos entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, iniciados no sábado (28), ocorreram “fora do direito internacional” e que Paris “não pode aprová-los” , durante pronunciamento em rede nacional.