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Petrobras investe R$ 151 milhões em tecnologias para aprimorar estudos geológicos no campo de Mero

Projeto Libra Rocks aposta em inteligência artificial e parcerias acadêmicas para avançar no conhecimento das rochas carbonáticas do pré-sal

Por Sputnik Brasil 04/03/2026
Petrobras investe R$ 151 milhões em tecnologias para aprimorar estudos geológicos no campo de Mero
Petrobras investe em tecnologia e inteligência artificial para aprimorar estudos geológicos no pré-sal de Mero. - Foto: © Foto / Geraldo Falcão / Agência Petrobras

A Petrobras, em parceria com os integrantes do Consórcio de Libra, anunciou um investimento de aproximadamente R$ 151 milhões em tecnologias inovadoras e na criação de modelos geológicos conceituais para aplicação no campo de Mero, situado no pré-sal da Bacia de Santos.

O esporte será realizado no âmbito do projeto Libra Rocks, que terá duração de quatro anos e tem como objetivo transformar a abordagem científica e tecnológica na exploração e produção de petróleo.

A iniciativa prevê uma colaboração estratégica com a Universidade de Brasília (UnB), a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS).

Segundo Bruno Moczydlower, gerente executivo de Libra, o projeto permitirá reduzir incertezas na curva de produção, aumentar a eficiência no gerenciamento de reservatórios, otimizar a locação de novos poços e aprimorar o conhecimento sobre o momento de entrada de CO₂ e a carga de óleo no reservatório.

O destaque do projeto é a aplicação de inteligência artificial para desenvolver algoritmos capazes de automatizar o processamento de dados geológicos. Com essa tecnologia, a Petrobras poderá construir e analisar modelos conceituais detalhados das rochas carbonáticas presentes na área de Libra.

"A iniciativa visa estudar a origem, composição, estrutura e transformação das rochas, para compreender características como a distribuição dos espaços vazios e a capacidade de permitir a passagem de fluidos. Além disso, busca aumentar o conhecimento sobre a evolução geológica relacionada à abertura do Atlântico Sul, decorrente da separação entre o Brasil e a África", informa a empresa.

Outra frente de atuação é o programa Rocha Digital, que utilizará imagens de alta resolução para criar réplicas tridimensionais de amostras de rochas, ampliando a capacidade de caracterização dos reservatórios de petróleo.

O campo de Mero é considerado um dos mais treinados do Brasil devido ao seu elevado potencial produtivo e aos desafios tecnológicos que apresenta. Localizado entre 5.000 e 6.000 metros de profundidade sob o nível do mar, em lâminas d'água que variam de 1.800 a 2.000 metros, destaca-se pela alta salinidade e pelo elevado teor de CO₂.

As operações do campo unitizado de Mero são fornecidas pelo consórcio operado pela Petrobras, em parceria com Shell Brasil, TotalEnergies, CNPC, CNOOC e Pré-Sal Petróleo SA (PPSA), que atua como gestora do contrato e representante da União na área não contratada.