Geral
Sindicato dos Advogados cobra do TJ/AL mutirões permanentes para processos de violência contra a mulher
Iniciativa visa dar celeridade aos julgamentos e combater a sensação de impunidade diante do aumento de casos em Alagoas
Preocupado com o alto volume de processos de violência contra as mulheres em Alagoas, o Sindicato dos Advogados e Advogadas do Estado de Alagoas (Sindav/AL) cobrou do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL) a criação de um mutirão permanente, para dar mais celeridade na análise e no julgamento dos casos no Estado. O ofício foi entregue pelo presidente do Sindav/AL, Elias Ferreira, ao desembargador e vice-presidente do TJ/AL, Carlos Cavalcanti.
O presidente do Sindicato estava acompanhado do secretário-geral, Limmerck Pacífico, e da diretora especial do Sindav/AL, Danyelle Godoy, quando apresentou a iniciativa, que busca trazer impacto direto na vida das mulheres alagoanas.
Elias Ferreira afirmou que o Sindav/AL está atento ao cenário atual de crescimento expressivo e alarmante nos casos de feminicídio, agressões físicas, psicológicas e outras formas de violência contra a mulher. Para o presidente do sindicato, a demora na tramitação desses processos pode perpetuar ciclos de agressão, desproteger vítimas e gerar sensação de impunidade, diminuindo a confiança da sociedade na efetividade da Justiça.
"Essa escalada de brutalidade não apenas tira vidas e causa danos irreparáveis, mas também gera um clima de insegurança e desconfiança na capacidade do sistema de Justiça de oferecer uma resposta rápida e eficaz. Com os mutirões permanentes, o Poder Judiciário irá acelerar o andamento dos processos, além de enviar uma mensagem clara à sociedade sobre o compromisso do TJ/AL em priorizar o combate a essa violência”, afirmou Elias Ferreira.
Segundo a diretora especial do Sindav/AL, Danyelle Godoy, existem as violências física, psicológica, sexual, patrimonial e moral, e as mulheres devem denunciar sempre que se sentirem ameaçadas ou estiverem em situação de risco. “Nenhuma forma de violência deve ser tolerada. Todas as mulheres devem denunciar e procurar ajuda. Nenhuma mulher está sozinha. Em Alagoas, existe uma rede estruturada para acolher as vítimas”, disse.
Denúncias – As mulheres que estiverem sofrendo qualquer tipo de violência podem fazer uma denúncia anônima ligando para o número 181. Também podem buscar atendimento nas Delegacias de Defesa da Mulher da Polícia Civil, na Casa da Mulher Alagoana, no Juizado da Violência Doméstica e Familiar ou no Juizado Especial Criminal e da Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher.
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