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Conflito no Oriente Médio pode impactar mercado global de óleo e gás, alerta IBP

A escalada de tensões entre Irã, Israel e EUA ameaça abastecimento e preços globais de petróleo e gás

04/03/2026
Conflito no Oriente Médio pode impactar mercado global de óleo e gás, alerta IBP
Conflito no Oriente Médio ameaça abastecimento global de óleo e gás, segundo alerta do IBP.

O aprofundamento do conflito bélico no Oriente Médio pode impactar significativamente o mercado de petróleo e gás, sobretudo pela razão de um possível fechamento do Estreito de Ormuz. O alerta foi feito pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP).

Por esse estreito, circulam diariamente cerca de 25% do petróleo exportado mundialmente, além de volumes expressivos de gás natural provenientes de países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar e Omã.

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Segundo o IBP, um dos efeitos imediatos desse cenário é a elevação dos preços do petróleo e do gás natural. Além disso, bloqueios ou ataques à infraestrutura estratégica da região podem provocar graves interrupções no fornecimento, afetando principalmente grandes economias asiáticas como China, Índia e Japão.

“A perda de competitividade dessas economias e a pressão sobre os preços do petróleo e do gás natural são consequências diretas caso as hostilidades se prolonguem.”

Nesse contexto, o Brasil se destaca como fornecedor seguro e confiável, operando em um ambiente de negócios estável. O país, segundo a entidade, oferece petróleo de alta qualidade, com baixo teor de enxofre e menor emissão de carbono.

O Brasil tem ampliado sua produção e já figura como o 9º maior exportador mundial, destinando 67% de seu volume exportado para o mercado asiático.

Investimentos

Diante das instabilidades geopolíticas, o IBP defende a necessidade de o Brasil manter investimentos contínuos em exploração e produção, especialmente para descobrir novas fronteiras, como a Margem Equatorial.

“[Tudo isso] para a garantia da segurança energética, aumento da oferta exportadora e para evitar que o país volte à condição de importador de petróleo na próxima década.”