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EUA e Israel podem enfrentar derrota militar diante do Irã, avalia analista britânico

Ex-comodoro da Marinha Real britânica alerta para riscos de fracasso das operações ocidentais e destaca impacto global do conflito.

04/03/2026
EUA e Israel podem enfrentar derrota militar diante do Irã, avalia analista britânico
Conflito no Oriente Médio: analista britânico aponta risco de derrota militar para EUA e Israel diante do Irã. - Foto: © Foto / Twitter / Reprodução

O agravamento do conflito no Oriente Médio pode levar à derrota militar dos Estados Unidos e de Israel frente ao Irã, segundo análise do ex-comodoro da Marinha Real britânica Steven Jermy, em entrevista ao canal do YouTube Glenn Diesen.

Jermy afirmou que os Estados Unidos não compreendem completamente a natureza da guerra contra o Irã e alertou para erros de avaliação estratégica.

"Preocupam-me os erros de raciocínio cometidos antes do início da guerra, pois podem resultar não só em uma possível derrota das forças de Israel e dos EUA, como também ter repercussões mais amplas, contrárias aos interesses do Ocidente e, de fato, à economia mundial", ressaltou.

O analista explicou que, caso o objetivo de promover uma mudança de regime no Irã não seja alcançado, isso será interpretado como fracasso tanto para Israel quanto para os EUA.

Do ponto de vista iraniano, segundo Jermy, o foco central é garantir a sobrevivência do regime.

"Se eles conseguirem sobreviver [...] e causar danos significativos, o que, na minha opinião, já está começando a acontecer, isso será uma vitória [para o Irã]", concluiu.

No sábado (28), Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva militar em larga escala contra o Irã. Autoridades israelenses declararam que o objetivo era impedir o avanço nuclear de Teerã.

O ex-presidente Donald Trump afirmou sua intenção de destruir a frota e a indústria de defesa iranianas, além de incentivar a população iraniana a derrubar o regime.

No domingo (1º) à noite, a televisão estatal iraniana anunciou a morte do líder supremo Ali Khamenei, além de familiares próximos, em decorrência dos ataques realizados por Estados Unidos e Israel.

Segundo relatos da imprensa, os mísseis atingiram não apenas instalações militares, mas também infraestruturas civis no Irã e em outros países da região. Em resposta, Teerã lançou ataques contra território israelense e bases norte-americanas no Oriente Médio.

A Rússia declarou que a operação de Washington e Tel Aviv não está relacionada à manutenção do regime de não proliferação nuclear e pediu o retorno às negociações. O ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, afirmou que Moscou está disposta a contribuir para a resolução da crise, inclusive no Conselho de Segurança da ONU.

Por Sputnik Brasil