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Ouro fecha em alta com tensão no Oriente Médio impulsionando busca por segurança
Conflito envolvendo EUA, Israel e Irã eleva demanda por ouro, enquanto prata recua após volatilidade
O contrato mais líquido do ouro encerrou esta segunda-feira, 2, em alta, impulsionado pela busca de ativos considerados refúgio diante do agravamento do conflito no Oriente Médio, após ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã no fim de semana. O ouro chegou a superar US$ 5.400 por onça-troy, mas perdeu força ao longo do dia. Já a prata, que também operou em forte alta pela manhã, terminou em baixa.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para abril subiu 1,21%, fechando a US$ 5.311,6 por onça-troy. Por outro lado, a prata para maio caiu 4,76%, encerrando a US$ 88,85 por onça-troy.
Busca por refúgio
"O medo do mercado continua impulsionando a entrada de capital no metal precioso, como esperado, mesmo com a forte reversão dos preços da prata na sessão de Nova York. Os retornos das commodities em guerras envolvendo os EUA, país com moeda de reserva, tendem a ser impactados pelo impulso fiscal, particularmente em guerras de ocupação", avalia o TD Securities.
"Embora a probabilidade de um conflito desse tipo pareça baixa, a duração do conflito ajudará a avaliar as implicações fiscais associadas. Elas podem ser mais agudas hoje, dada a prevalência da desvalorização cambial ao longo do último ano", pondera a instituição. "Nesse cenário, o ouro tende a capturar parte da função de reserva de valor perdida pelo dólar, prolongando a desvalorização cambial, o que tende a resultar em uma alta maior nos preços das commodities do que a explicada apenas pelas forças de oferta e demanda", conclui.
Perspectiva dos bancos centrais
O Wells Fargo observa que "os bancos centrais normalmente ignoram os choques inflacionários impulsionados pelo petróleo, e esperamos que desta vez seja semelhante". Segundo o banco, "o Federal Reserve (Fed) deve adotar uma perspectiva de longo prazo, e os eventos do fim de semana provavelmente não terão grande impacto na reação da autoridade monetária". A previsão da instituição de cortes de 50 pontos-base nas taxas de juros este ano permanece inalterada.
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