Geral
Bolsas europeias registram forte queda com tensão no Oriente Médio
Ataques dos EUA e Israel ao Irã elevam aversão ao risco, impulsionam petróleo e pressionam ações de turismo, varejo e bancos
As bolsas europeias fecharam em forte baixa nesta segunda-feira, 2, refletindo a intensificação do conflito no Oriente Médio após ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã. O aumento da tensão elevou a aversão ao risco global e impulsionou os preços do petróleo, reacendendo preocupações inflacionárias e de desaceleração econômica. O movimento penalizou principalmente ações sensíveis ao ciclo econômico, como os setores de viagens, varejo e bancos. Por outro lado, papéis de energia e defesa ajudaram a limitar perdas mais expressivas.
Em Londres, o FTSE 100 recuou 1,20%, encerrando aos 10.780,11 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 2,42%, a 24.672,40 pontos. O CAC 40, em Paris, perdeu 2,17%, fechando em 8.394,32 pontos. Em Milão, o FTSE MIB teve baixa de 1,97%, a 46.280,40 pontos. Em Madri, o Ibex 35 registou queda de 2,65%, para 17.875,00 pontos, enquanto em Lisboa, o PSI 20 cedeu 0,04%, para 9.272,47 pontos. Os dados são preliminares.
A revisão dos indicadores mostrou que o PMI industrial da zona do euro voltou a indicar expansão, enquanto o índice do Reino Unido recuperou, frustrando as expectativas. Segundo o Commerzbank, um prolongamento do conflito pode aumentar a inflação europeia em até 1 ponto percentual e reduzir o crescimento económico, com o risco de o petróleo se aproximar de US$ 100 o barril. O RBC Capital Markets alertou para possível impacto negativo sobre o varejo feminino, enquanto o Vontobel destacou pressão adicional sobre o segmento de luxo.
Entre as ações, as petrolíferas lideraram os ganhos, com Var Energi e Equinor subindo cerca de 6% e 8%, respectivamente, impulsionadas pelo salto do petróleo. No setor de defesa, a BAE Systems avançou aproximadamente 5,3%, seguido por Leonardo, que teve alta um pouco superior a 2,5%.
No lado negativo, as empresas de turismo e transporte sofreram fortes quedas. TUI e Carnival figuraram entre as maiores baixas, com recuos de cerca de 10% e 8%, respectivamente. Companhias aéreas como IAG e Lufthansa caíram perto de 5% cada, diante de interrupções no tráfego aéreo e temores de enfraquecimento da demanda. O setor bancário também recuou cerca de 3%, pressionado por possíveis tempos inflacionários.
Com informações da Dow Jones Newswires.
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