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Conflito entre EUA e Irã ultrapassa fronteiras regionais, aponta especialista
Analista militar destaca que confronto representa demonstração global de força, com riscos de escalada e impacto internacional.
O confronto entre Estados Unidos e Irã vai além de uma disputa regional e se configura como uma demonstração de força militar em escala global, segundo avaliação do analista militar turco Ibrahim Oner Karaman à Sputnik.
Para Karaman, a transferência de quatro bombardeiros estratégicos B-2 Spirit diretamente dos EUA para atacar alvos no Irã representa uma mudança qualitativa no conflito, ampliando sua dimensão.
"Esta não é uma guerra entre forças iguais. Não se trata de um confronto regional clássico, mas de um embate entre uma projeção global de poder de alta tecnologia e uma estratégia regional de resistência. Assemelha-se mais a uma demonstração de dissuasão intercontinental com a mensagem 'podemos atacar em qualquer lugar'", observou o especialista.
O analista ressalta que o Irã, por sua vez, busca responder de forma assimétrica, reivindicando ataques com mísseis contra alvos americanos, incluindo o grupo de porta-aviões USS Abraham Lincoln.
Segundo ele, está em formação um modelo de escalada baseado em trocas de sinais e demonstração de capacidades militares.
Karaman considera que possíveis perdas de militares norte-americanos representam um limiar crítico. Em sua visão, o desdobramento do conflito dependerá da disposição da opinião pública dos EUA em aceitar custos prolongados.
"Essas guerras raramente se desenvolvem rapidamente, mas se cruzarem a linha certa, torna-se extremamente difícil controlar a sua conclusão", concluiu.
No sábado (28), Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra alvos no Irã, inclusive em Teerã. Diversos veículos de imprensa relataram vítimas civis. O Irã respondeu com ataques de retaliação em território israelense e contra instalações militares dos EUA em toda a região.
O ataque israelense e norte-americano resultou na morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, levando o país a decretar luto oficial de 40 dias.
O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que o assassinato de Khamenei violou gravemente todas as normas da moralidade humana e do direito internacional. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia condenou os ataques dos Estados Unidos e Israel e pediu uma desescalada imediata e o fim das hostilidades.
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