Geral
Ouro encerra em alta com aversão ao risco e mantém valorização pelo sétimo mês
Tensões geopolíticas e incertezas sobre IA e política monetária impulsionam demanda por ativos seguros
O ouro fechou em alta nesta sexta-feira, 27, acumulando o sétimo mês consecutivo de valorização, impulsionado pelo aumento da aversão ao risco nos mercados globais. O movimento foi motivado pela escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã e pelas preocupações com os custos crescentes dos investimentos em inteligência artificial (IA).
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para abril encerrou o dia com avanço de 1,03%, cotado a US$ 5.247,90 por onça-troy.
A prata para março também registrou forte alta de 6,53%, fechando a US$ 92,68 por onça-troy.
Na semana, o ouro e a prata acumularam ganhos de 2,4% e 10,4%, respectivamente. No mês, as valorizações atingiram 10,6% para o ouro e 18% para a prata.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta sexta-feira que "não está muito feliz" com a condução das negociações pelo Irã. Na véspera, Washington e Teerã participaram da terceira rodada de conversas em Genebra. O chanceler de Omã, mediador do diálogo, informou que a próxima rodada está prevista para a próxima semana, em Viena.
Segundo o ING, o papel do ouro como proteção diante de choques geopolíticos e de política econômica voltou a ganhar destaque no atual cenário de negociações.
Enquanto uma solução diplomática não é alcançada, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) informou que ainda não consegue verificar se o Irã suspendeu totalmente o enriquecimento de urânio após a guerra de 12 dias em junho de 2025. Autoridades americanas afirmam que essa é uma das principais exigências das negociações. Diversos países emitiram alertas nesta sexta-feira para que seus cidadãos deixem o Irã e outros países do Oriente Médio, incluindo Israel, diante do aumento do risco de conflito militar.
A aversão ao risco também se refletiu nos mercados acionários, com o pessimismo em relação ao setor de IA pressionando empresas de segmentos como bancos, software e tecnologia. As incertezas sobre a política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) seguem preocupando investidores, após novos dados de inflação ao produtor nos EUA reforçarem o cenário de inflação persistente.
Com informações da Dow Jones Newswires
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