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Trump afirma que uso de força contra Irã pode ser necessário, mas ainda não decidiu
Presidente dos EUA admite possibilidade de ação militar e expressa insatisfação com negociações; países reforçam alertas a cidadãos
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira que ainda não tomou uma decisão definitiva sobre o Irã, mas ressaltou que a opção militar permanece em aberto. Questionado por jornalistas na Casa Branca sobre a possibilidade de uso da força contra Teerã, Trump afirmou: "Eu não quero, mas às vezes é preciso".
Indagado se eventuais ataques poderiam desencadear um conflito mais amplo, o presidente americano reconheceu que "sempre há risco". Ele voltou a enfatizar que o Irã "não pode ter arma nuclear".
Trump também expressou insatisfação com o atual estágio das negociações. "Não estou feliz com o fato de que eles não estão dispostos a nos dar o que precisamos ter. Não estou nada satisfeito com isso", declarou. O republicano acrescentou: "O Irã não está dizendo as palavras mágicas: 'sem arma nuclear'".
Apesar das críticas, Trump afirmou que novas conversas estão previstas para breve. "Estamos negociando. Vamos ver o que acontece com o Irã, tudo vai acabar bem", disse, embora tenha ponderado que não considera estar negociando "de boa-fé e com consciência".
As declarações do presidente americano ocorrem em meio à intensificação dos alertas internacionais sobre o Irã. Mais cedo, a China orientou seus cidadãos a deixarem o país "o mais rápido possível", alegando aumento dos riscos à segurança e escalada das tensões no Oriente Médio. O comunicado chinês veio após mais uma rodada de negociações nucleares entre Washington e Teerã terminar sem acordo, com nova reunião prevista para a próxima semana, em Viena.
Outros países também reforçaram alertas consulares. Reino Unido, Alemanha, França e Canadá recomendaram que seus cidadãos deixem o Irã e, em alguns casos, Israel, diante do risco de agravamento do conflito. O governo alemão desaconselhou viagens ao território iraniano e alertou para risco de prisão arbitrária, enquanto o Canadá advertiu que as hostilidades podem ser retomadas "com pouco ou nenhum aviso prévio".
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