Geral
Dólar avança com cautela global e formação da última Ptax de fevereiro
Moeda americana sobe diante de ajustes técnicos e incertezas externas, enquanto IPCA-15 acima do esperado reduz apostas em cortes agressivos da Selic.
O dólar opera em alta na manhã desta sexta-feira, 28, em dia de formação da última taxa Ptax de fevereiro. O movimento reflete um ajuste técnico, após perdas acumuladas de cerca de 1,9% no mês ante o real e de 6,2% no ano até a última quinta-feira (27).
Os juros futuros também avançam, influenciados pelo IPCA-15 acima das expectativas do mercado, o que reduz as apostas em cortes mais agressivos da Selic. Esse cenário reforça, mesmo que de forma limitada, a possibilidade de uma redução de apenas 25 pontos-base na próxima reunião do Copom, em março.
A manutenção de juros elevados favorece o carry trade no Brasil e a atração de capital externo, fatores que ajudam a conter a valorização do dólar frente ao real. A alta do petróleo, que subia cerca de 2,5% por volta das 9h45, também contribui para o cenário. O preço da commodity acelerou os ganhos após relatos de que os Estados Unidos autorizaram a saída de alguns funcionários do governo de Israel por questões de segurança, em meio a preocupações sobre um possível conflito militar entre Washington e Irã.
Na quinta-feira, após uma nova rodada de negociações nucleares entre Estados Unidos e Irã, em Genebra, não houve acordo, e a expectativa é que as conversas sejam retomadas na próxima semana.
No exterior, o dólar em queda frente a moedas fortes também limita a correção técnica no mercado local.
O IPCA-15 subiu 0,84% em fevereiro, acima do teto das projeções do mercado (+0,60%), após alta de 0,20% em janeiro. No acumulado do ano, a inflação soma 1,04%. Em 12 meses, a alta foi de 4,10%, abaixo dos 4,50% registrados até janeiro.
O Banco Central informou que o setor público consolidado registrou superávit primário de R$ 103,689 bilhões em janeiro, ante R$ 6,251 bilhões em dezembro, resultado acima da mediana das projeções, de R$ 101,95 bilhões. No acumulado de 12 meses até janeiro, o setor público consolidado apresentou déficit primário de R$ 55,428 bilhões (0,43% do PIB), estável em relação a dezembro. O governo central respondeu por quase todo o déficit, enquanto estados e municípios tiveram superávit, e as estatais registraram saldo negativo.
A União Europeia iniciará a aplicação provisória do acordo comercial com o Mercosul após a ratificação por Uruguai e Argentina. Brasil e Paraguai devem concluir o processo nas próximas semanas.
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