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Dívida bruta do governo permanece em 78,7% do PIB em janeiro, aponta Banco Central
Indicador segue estável em relação a dezembro, enquanto despesa com juros atinge R$ 1 trilhão em 12 meses.
A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) manteve-se em 78,7% do Produto Interno Bruto (PIB) de dezembro para janeiro, segundos dados divulgados pelo Banco Central (BC). Em valores nominais, a dívida passou de R$ 10.018 trilhões para R$ 10.080 trilhões no período.
O maior patamar da série histórica da dívida bruta ocorreu em dezembro de 2020, quando atingiu 87,6% do PIB, impulsionado pelas medidas fiscais impostas no início da pandemia de covid-19. Já o menor nível foi registrado em dezembro de 2013, com 51,5% do PIB.
De acordo com o conceito do Fundo Monetário Internacional (FMI), a DBGG caiu de 93,3% (dado revisado de 93,4%) do PIB em dezembro para 92,7% em janeiro.
A DBGG engloba o governo federal, os governos estaduais e municipais, excluindo o Banco Central e as empresas estatais. O indicador é utilizado por agências de classificação de risco para avaliar a capacidade de solvência do Brasil. Quanto maior a dívida, maior o risco de inadimplência do país.
Dívida Líquida
A Dívida Líquida do Setor Público (DLSP), que considera as reservas internacionais do Brasil, recuou de 65,3% do PIB em dezembro para 65% em janeiro, totalizando R$ 8,318 trilhões.
Gasto com juros
O setor público consolidado registrou resultado negativo de R$ 63.627 bilhões em despesas com juros em janeiro, após um déficit de R$ 121.753 bilhões em dezembro, conforme informado o Banco Central.
O governo central (Tesouro Nacional, Previdência Social e BC) respondeu por R$ 53,774 bilhões de despesas, enquanto os governos regionais gastaram R$ 9,310 bilhões e as empresas estatais, R$ 543 milhões.
No acumulado de 12 meses, a despesa com juros alcançou R$ 1,031 trilhão, equivalente a 8,05% do PIB.
Em 2025, o resultado do setor público com juros nominais foi negativo em R$ 1.008 trilhão, marcando a primeira vez em que as despesas líquidas com juros superaram R$ 1 trilhão no acumulado de 12 meses, segunda a série histórica do BC.
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