Geral

Leilão de três terminais portuários garante aportes de R$ 226 milhões

Terminais no Amapá, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul recebem novos arrendatários e preveem investimentos robustos até 2026

27/02/2026
Leilão de três terminais portuários garante aportes de R$ 226 milhões
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O governo federal realizou, nesta quinta-feira (26), o primeiro leilão de concessões portuários de 2026. Em pregão na sede da Bolsa de Valores (B3), foram oferecidos três terminais distribuídos entre os estados do Amapá, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul.

as mãos fazem

O maior valor de outorga foi registrado no Terminal NAT01, localizado no Porto de Natal (RN). Sem concorrentes, o Fomento do Brasil Mineração saiu vencedora ao oferecer uma outorga de R$ 50 mil pelo ativo, especializada no escoamento de granéis minerais, principalmente minério de ferro.

Já o POA26, situado no porto de Porto Alegre (RS), foi arrematado pelo Consórcio Portos do Sul, formado pelas empresas Soluções Inteligentes Operadores Portuários e Simetria - Transportes e Armazéns Gerais, que ofereceu R$ 10 mil de outorga. Essa também foi a única proposta feita pelo terminal, voltada para entrega e armazenamento de granel sólido vegetal. O contrato de locação prevê investimentos de R$ 21,13 milhões e prazo de 10 anos.

Por fim, o MCP01, no Porto de Santana (AP), foi arrematado pela CS Infra, do Grupo Simpar. Também sem concorrentes, a empresa venceu ao oferecer uma outorga simbólica de R$ 2.

Investimentos previstos

O terminal do Amapá prevê o maior volume de investimentos entre os três leiloados: R$ 150,2 milhões. Os outros dois ativos somam aproximadamente R$ 76 milhões em investimentos, totalizando cerca de R$ 226 milhões no lote leiloado.

O terminal do Porto de Santana desempenha papel estratégico para o Estado do Amapá e para o Arco Norte, sendo destinado especialmente ao escoamento da produção de grãos e de cavaco de madeira. A disputa pelo terminal chegou a ser suspensa ontem por decisão judicial, a pedido da Rocha Granéis. No entanto, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e o Ministério de Portos e Aeroportos recorreram e obtiveram liminar que garantiram a realização do leilão.

Com informações do jornal O Estado de S. Paulo.