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EUA e Irã encerram rodada de negociações em Genebra e preveem novas conversas na próxima semana
Diálogos sobre o programa nuclear iraniano avançam com mediação de Omã, mas impasses persistem em temas-chave
As delegações do Irã e dos Estados Unidos concluíram nesta quinta-feira, 26, mais uma rodada de negociações indiretas em Genebra sobre o programa nuclear de Teerã, em um contexto de reforço da presença militar americana no Oriente Médio. A TV estatal iraniana exibiu imagens do comboio americano deixando o local das conversas, após horas de reuniões mediadas por Omã.
Progresso e próximos passos
“Encerramos o dia após um progresso significativo na negociação entre os Estados Unidos e o Irã”, afirmou o ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr Albusaidi, em publicação no X, indicando que os diálogos serão retomados “em breve, após consultas nas respectivas capitais”. Segundo ele, discussões técnicas ocorrerão na próxima semana, em Viena, com agradecimentos aos negociadores, à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e ao governo suíço. O diretor da AIEA, Rafael Grossi, participou das conversas como observador.
Impasse e exigências
Apesar do tom construtivo, relatos da imprensa apontam entraves. Segundo o site Axios, assessores do então presidente Donald Trump e os enviados Steve Witkoff e Jared Kushner teriam se mostrado desapontados com o que ouviram do ministro das Relações Exteriores iraniano, Seyed Abbas Araghchi, durante as conversas da manhã. Já o Wall Street Journal informou que Washington exige o desmantelamento dos complexos de Fordow, Natanz e Isfahan, a entrega de todo o estoque de urânio enriquecido e um acordo permanente.
Posição iraniana
Do lado iraniano, conforme a Al Jazeera, a proposta apresentada descarta o fim definitivo do enriquecimento e a desmontagem das instalações, admitindo apenas uma suspensão temporária e limitada. Teerã também rejeita incluir seu programa de mísseis nas tratativas.
Tensão regional
O avanço das negociações ocorre sob a sombra de novas ameaças de escalada militar na região, enquanto Washington reforça sua presença militar no Oriente Médio com aviões e navios de guerra.
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