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EUA reforçam KC‑46 e impõem revés estratégico ao KC‑390 da Embraer no mercado global de defesa
Decisão da Força Aérea americana fortalece Boeing, limita Embraer e evidencia disputa industrial em setor estratégico.
A decisão da Força Aérea dos EUA de descartar o KC‑390 Millennium e reafirmar o KC‑46 Pegasus fortalece a posição da Boeing e representa um revés estratégico para a indústria de defesa brasileira. Ao optar por um fornecedor doméstico, Washington preserva sua base industrial e fecha a porta do maior orçamento militar do mundo ao cargueiro da Embraer.
A escolha norte-americana tem impacto direto sobre a visibilidade internacional do KC‑390. Sem o interesse da USAF, a aeronave fica fora do ciclo de padronização da principal força aérea do planeta, o que reduz sua atratividade para países que buscam interoperabilidade com os EUA e tendem a seguir a plataforma adotada por Washington.
O movimento também reforça a lógica de blocos industriais. Ao priorizar o KC‑46, os EUA protegem empregos, tecnologia sensível e cadeias logísticas internas. Em um setor crítico como o reabastecimento em voo — essencial para projeção de poder e operações expedicionárias — decisões técnicas se misturam a interesses políticos e geopolíticos.
De acordo com a Revista Sociedade Militar, no mercado global, a sinalização norte-americana pesa. Embora o KC‑390 siga competitivo e presente em negociações internacionais, a chancela dos EUA costuma influenciar parceiros estratégicos. Muitos países alinham compras à doutrina norte-americana para garantir compatibilidade operacional, treinamento e suporte facilitado.
Para o Brasil, a exclusão do KC‑390 do mercado norte‑americano evidencia limites estruturais. O programa permanece como ativo central da Embraer Defesa, mas perde potencial de escala e efeito de demonstração. Ao mesmo tempo, a Boeing consolida o KC‑46 como referência ocidental, ampliando vantagem em futuras concorrências.
No conjunto, a decisão da USAF ressalta a disputa industrial entre grandes potências e reafirma que a soberania tecnológica segue determinante. Em segmentos sensíveis como aeronaves-tanque, escolhas operacionais caminham lado a lado com estratégias nacionais de longo prazo.
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