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Firjan aponta superávit comercial recorde de US$ 15,9 bilhões no Rio em 2025
Mesmo com impacto do tarifaço dos EUA, exportações fluminenses batem recorde, impulsionadas pelo setor de petróleo e gás.
A corrente de comércio do Rio de Janeiro atingiu US$ 80,2 bilhões em 2025, um avanço de 9% em relação ao ano anterior, mesmo diante do chamado "tarifaço" dos Estados Unidos, que foi suspenso em 20 de fevereiro pela Suprema Corte americana. Segundo o boletim Rio Exporta, da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), o estado registrou superávit comercial recorde de US$ 15,9 bilhões, resultado de exportações de US$ 48,1 bilhões e importações de US$ 32,2 bilhões.
O desempenho foi fortemente impulsionado pelo complexo de petróleo e gás, responsável por 79% das vendas externas fluminenses. Apenas os embarques de petróleo somaram US$ 37,9 bilhões, crescimento de 4%, com a China respondendo por 45% desse total (US$ 17 bilhões). Apesar da queda nos volumes enviados aos Estados Unidos e à Espanha, a entrada em novos mercados sustentou o patamar recorde, conforme destacou a Firjan.
Setores de maior valor agregado também apresentaram crescimento expressivo. As exportações de máquinas e equipamentos subiram 53%, alcançando US$ 1,3 bilhão, com destaque para torneiras e válvulas. Já as vendas de automóveis aumentaram 80%, chegando a US$ 532 milhões, com a Argentina se destacando como principal destino.
Nas exportações sem petróleo, que totalizaram US$ 10,2 bilhões (alta de 9% em relação a 2024), os Estados Unidos permaneceram como principais compradores, enquanto a Ásia registrou queda de 4% devido à menor demanda de Cingapura. "Pelos resultados apresentados em 2025, conseguimos perceber uma diversificação dos parceiros comerciais das indústrias fluminenses", avaliou Rodrigo Santiago, presidente do Conselho de Relações Internacionais da Firjan.
Do lado das importações, o Rio comprou US$ 32,2 bilhões em produtos, um aumento de 15% sobre 2024. Bens intermediários representaram 60% do total. As importações sem petróleo cresceram 18%, atingindo US$ 29,8 bilhões, com os EUA liderando (US$ 9,6 bilhões), especialmente na compra de motores e turbinas para aviação (US$ 5,6 bilhões).
A União Europeia também ampliou sua participação, totalizando US$ 7 bilhões (alta de 23%), impulsionada pela França, cujos embarques de rolamentos e engrenagens saltaram 68%, somando US$ 3,2 bilhões.
Para Luiz Césio Caetano, presidente da Firjan, "o recorde da corrente de comércio representa um marco da resiliência e capacidade de adaptação dos empresários fluminenses".
A entidade informou que acompanha os prazos para substituição das antigas sobretaxas de 40% e 10% pela tarifa global de 15%, anunciada pelo presidente Donald Trump, e possíveis novas investigações sobre produtos brasileiros.
Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
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