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Bolsas europeias fecham em alta impulsionadas por balanços, apesar de incertezas globais
Principais índices da Europa avançam com resultados corporativos positivos, mas incertezas comerciais e temores sobre IA limitam ganhos.
As bolsas europeias encerraram a sessão desta quinta-feira, 26, majoritariamente em alta, impulsionadas por uma intensa divulgação de balanços corporativos e sinais de recuperação do apetite ao risco, mesmo diante das incertezas comerciais globais e da expectativa por indicadores de confiança na zona do euro. Informações de que o Irã não pretende permitir a saída de urânio enriquecido do país impactaram o sentimento dos investidores, reduzindo parte do ímpeto dos mercados no início da tarde.
Em Londres, o FTSE 100 subiu 0,37%, alcançando 10.846,70 pontos. O DAX, em Frankfurt, avançou 0,4%, a 25.277,70 pontos. O CAC 40, em Paris, ganhou 0,72%, a 8.620,93 pontos. Em Milão, o FTSE MIB teve alta de 0,54%, fechando em 47.425,94 pontos. O Ibex 35, em Madri, registrou alta de 0,19%, a 18.496,60 pontos. Na contramão, o PSI 20, em Lisboa, recuou 0,3%, a 9.267,91 pontos. As cotações ainda são preliminares.
A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, destacou que “o ambiente comercial permanece desafiador” para os exportadores da zona do euro, citando tarifas mais elevadas, fortalecimento do euro e volatilidade política global.
Além da questão iraniana, o temor de uma possível “bolha de IA” nos gastos com inteligência artificial também influenciou o humor dos mercados. Em relatório, o Morgan Stanley alertou que os investimentos podem atingir níveis de intensidade de capital bem acima dos observados durante a “bolha da Internet” dos anos 2000, com planos de gastos crescendo em ritmo incompatível com a geração de receita. O subíndice europeu de tecnologia chegou a cair 1%, mas se recuperou e fechou em alta de 0,5%.
Entre as ações de destaque, a Engie saltou 7,95% após anunciar um acordo de US$ 14 bilhões para a rede elétrica do Reino Unido. Em Londres, a Rolls-Royce avançou 5,11% ao projetar lucro superior a 4 bilhões de libras em 2026, enquanto a London Stock Exchange Group subiu 10% com o anúncio de recompra de 3 bilhões de libras em ações.
Em Paris, a AXA registrou alta de 2% com crescimento do lucro, enquanto a Allianz teve ganho mais modesto de 0,8%, mesmo após lucro operacional recorde. A Puma avançou 9,7%, apesar de prejuízo anual, com a Jefferies avaliando que o balanço mostrou progresso “ligeiramente à frente” das expectativas, apesar de um final de 2025 desafiador. A Stellantis também se destacou, subindo 4,2% após prometer retorno ao lucro em 2026.
Com informações da Dow Jones Newswires
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