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Medicamentos sem registro no Brasil ampliam risco de falsificação e colocam pacientes em perigo
Circulação de substâncias sem registro no Brasil acende alerta sobre riscos à saúde e reforça a importância da regulação sanitária
O aumento da circulação de medicamentos e substâncias sem registro no Brasil tem acendido um alerta entre especialistas e autoridades sanitárias. Produtos vendidos como “originais”, muitas vezes associados a promessas de emagrecimento rápido ou melhora de performance, têm chegado ao consumidor sem qualquer garantia de procedência, eficácia ou segurança.
Em meio a esse cenário, cresce também a confusão entre os papéis de órgãos reguladores internacionais e nacionais. A FDA, agência reguladora dos Estados Unidos, é frequentemente citada como referência de aprovação, mas sua autorização, embora importante, não substitui nem valida o uso de medicamentos no Brasil. De acordo com a legislação sanitária brasileira, no país essa responsabilidade é exclusiva da Anvisa, que avalia critérios específicos de segurança, eficácia, qualidade e impacto na população brasileira.
A ausência de registro na Anvisa significa que o produto não passou por análises técnicas exigidas para o mercado nacional, o que aumenta o risco de falsificação, dosagem inadequada, contaminação e efeitos adversos graves. Medicamentos irregulares podem conter substâncias diferentes das informadas no rótulo ou concentrações perigosas, colocando em risco direto a saúde do paciente.
Especialista neste tema, o nutrólogo André Guanabara alerta que o uso de substâncias sem respaldo regulatório representa um problema de saúde pública. “A aprovação por um órgão estrangeiro não significa que um medicamento seja automaticamente seguro para uso no Brasil. Cada país tem critérios próprios de avaliação, e ignorar esse processo expõe o paciente a riscos desnecessários”, afirma. “Quando um produto não tem registro nacional, não há garantia de que ele passou por análises adequadas de segurança, eficácia e qualidade.”
O médico destaca que a Anvisa exerce um papel fundamental na proteção do consumidor. “A agência atua como uma barreira de segurança, fiscalizando desde a fabricação até a comercialização dos medicamentos”, explica. “Sem registro, não existe rastreabilidade nem controle de qualidade, o que abre espaço para falsificações, dosagens incorretas e outros riscos graves à saúde.” Para o especialista, a regulação não é um entrave, mas uma proteção essencial para garantir tratamentos seguros e responsáveis.
O nutrólogo também destaca que o uso de medicamentos deve ocorrer sempre com prescrição e acompanhamento médico. “Somente um profissional pode avaliar indicação, dose e riscos de forma individualizada”, afirma. “O uso sem orientação compromete a segurança do paciente e pode gerar efeitos adversos e prejuízos à saúde”. Para o Dr. André Guanabara, o acompanhamento contínuo é parte essencial da segurança do paciente e da eficácia de qualquer medicação.

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