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Educação entra em fase de maturidade da IA, aponta relatório global
Estudo da HolonIQ indica que 2026 marca a transição do uso experimental para a adoção governada da inteligência artificial em sistemas educacionais
A educação global inicia uma nova fase na adoção da inteligência artificial, indo além do uso predominantemente experimental e avançando para modelos mais estruturados, regulados e orientados a impacto real. A avaliação consta no 2026 Global Education Outlook, relatório anual da HolonIQ, organização internacional especializada em inteligência de mercado para o setor educacional.
De acordo com o estudo, instituições de ensino, governos e plataformas educacionais passam a priorizar soluções de IA integradas a fluxos pedagógicos e administrativos, com foco em eficiência operacional, qualidade instrucional e suporte efetivo ao estudante. A governança do uso da tecnologia, a transparência dos dados e a mensuração de resultados ganham centralidade nas decisões de adoção.
O relatório destaca que habilidades, especialmente as duráveis, fundamentais e alinhadas ao mercado de trabalho, tornaram-se critério estratégico para políticas públicas, investimentos e compras educacionais. Nesse contexto, indicadores de engajamento e persistência dos alunos voltam a ser tratados como sinais de desempenho do sistema, influenciando desde decisões de financiamento até o desenho de plataformas digitais.
Outro ponto central da análise é o papel da infraestrutura educacional. Segundo a HolonIQ, a consolidação da inteligência artificial na educação depende de ecossistemas interoperáveis, padrões de dados compartilhados e integração entre tecnologia e mediação pedagógica, permitindo que o apoio ao aluno vá além da sala de aula tradicional.
No Brasil, esse movimento aparece na expansão de plataformas digitais que ajudam estudantes a estudar fora do horário das aulas. A TutorMundi é uma plataforma de reforço escolar que combina inteligência artificial e tutores humanos em serviços como plantões de dúvidas, aulas particulares e orientação de estudos sob demanda. Em 2025, a plataforma ultrapassou a marca de um milhão de monitorias e meio milhão de aulas particulares, indicando a busca crescente por apoio educacional flexível e integrado ao uso responsável da tecnologia.
A expectativa apontada pelo relatório é que, ao longo de 2026, a tecnologia deixe de ser vista apenas como ferramenta complementar e passe a ser tratada como infraestrutura educacional, apoiando sistemas mais flexíveis, orientados por dados e focados em resultados mensuráveis de aprendizagem e desenvolvimento de habilidades.
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