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EUA e Irã iniciam terceira rodada de negociações nucleares em Genebra sob tensão militar
Conversas indiretas ocorrem em meio ao reforço militar dos EUA no Oriente Médio e ameaças de escalada regional.
Estados Unidos e Irã deram início nesta quinta-feira, 26, em Genebra, à terceira rodada de negociações indiretas sobre o programa nuclear iraniano. O encontro é considerado uma das últimas oportunidades para a diplomacia, enquanto Washington amplia sua presença militar no Oriente Médio, enviando aviões e navios de guerra à região.
O presidente Donald Trump busca firmar um acordo que limite o programa nuclear do Irã e acredita haver espaço para avanços diante das dificuldades internas enfrentadas por Teerã após recentes protestos nacionais. Apesar disso, o governo iraniano reafirma a intenção de manter o enriquecimento de urânio, mesmo após ataques ordenados por Trump em junho contra três instalações nucleares, durante um conflito que durou 12 dias no ano passado.
Autoridades iranianas alertaram que qualquer ação militar dos EUA pode transformar bases americanas na região em alvos legítimos. O Irã também ameaçou Israel, aumentando o risco de um novo conflito regional. “Não haveria vitória para ninguém. Seria uma guerra devastadora”, declarou o ministro das Relações Exteriores iraniano, Seyed Abbas Araghchi.
Araghchi mantém diálogo com Steve Witkoff, enviado especial de Trump, em negociações mediadas por Omã. De acordo com a agência ISNA, foram discutidas propostas iranianas baseadas em princípios estabelecidos na rodada anterior. Imagens divulgadas mostram Witkoff e Jared Kushner reunidos com autoridades de Omã no início das tratativas.
Após o conflito de junho, Trump passou a defender a interrupção total do enriquecimento de urânio e a inclusão do programa de mísseis balísticos e do apoio iraniano a grupos armados na pauta de negociações. Teerã, por sua vez, insiste que o foco deve permanecer exclusivamente no programa nuclear.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que o Irã “sempre tenta reconstruir elementos” do seu programa nuclear. Embora o governo iraniano afirme não enriquecer urânio desde junho, bloqueou a entrada de inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) nas áreas atingidas pelos bombardeios. Antes dos ataques, o Irã enriquecia urânio a até 60%, próximo dos 90% necessários para uso militar.
Com informações da Associated Press
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