Geral
Governo busca diálogo para reativar incentivo fiscal a data centers
Programa Redata, regime tributário, Fernando Haddad, economia digital, centros de dados
O programa Redata, criado para incentivar fiscalmente a construção de data centers no Brasil, poderá ser retomado caso haja interesse do Congresso Nacional. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (25) pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
A medida provisória (MP) que instituiu o regime especial de tributação perdeu validade após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não pautar o texto para votação dentro do prazo, encerrado nesta quarta-feira.
Notícias relacionadas:
Segundo Haddad, o governo buscará diálogo com os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado para avaliar a possibilidade de retomar a proposta.
“Vamos ter que entender se há uma indisposição ou se há negociação possível para aprovar um projeto que pode trazer bilhões de reais para o Brasil”, declarou o ministro, após acompanhar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em viagens à Índia e à Coreia do Sul.
O ministro também afirmou que a equipe econômica estuda alternativas para restabelecer o programa sem ferir a legislação fiscal, que restringe a concessão de novos benefícios tributários.
Soberania digital
Haddad classificou o regime especial como uma questão de “soberania digital”. O objetivo, segundo ele, é atrair investimentos e garantir que dados sensíveis de brasileiros sejam processados no próprio país.
“Para nós, é uma questão de soberania digital. Queremos atrair investimentos para o Brasil. Tem muito dado sensível que está sendo processado fora do país e que acreditamos que deveria ser processado aqui”, afirmou.
Data centers são estruturas responsáveis por armazenar e processar grandes volumes de informações, incluindo serviços de nuvem e sistemas de inteligência artificial. Por demandarem refrigeração constante, também são grandes consumidores de energia elétrica.
Regime especial
Editada em setembro, a MP do Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata) previa benefícios fiscais para empresas do setor que atendessem a contrapartidas como:
- Destinar ao menos 10% do processamento ao mercado interno;
- Investir 2% do valor dos bens adquiridos com incentivo em pesquisa e inovação digital;
- Publicar relatórios de sustentabilidade, incluindo o Índice de Eficiência Hídrica (WUE);
- Utilizar exclusivamente fontes de energia limpa ou renovável.
A proposta foi aprovada pela Câmara, mas não foi votada no Senado a tempo, levando à perda de validade da medida provisória.
Mais lidas
-
1FENÔMENO NAS REDES
Procuradas 'vivas e fofas': zoológicos russos enfrentam filas para adquirir capivaras em meio à popularidade
-
2TRAGÉDIA
Vídeos de detetive flagrando traição foram o estopim para secretário matar os próprios filhos em Itumbiara
-
3TECNOLOGIA AERONÁUTICA
Empresa russa Rostec apresenta novo motor a pistão para aviação leve
-
4JUSTIÇA
Juíza natural de Palmeira dos Índios é convocada para atuar por seis meses no STJ em Brasília
-
5FUTEBOL EUROPEU
Benfica afirma que Prestianni é alvo de "campanha de difamação" após acusação de racismo feita por Vini Jr.