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Sheinbaum propõe reforma eleitoral e Congresso reduz jornada de trabalho

Presidente apresenta mudanças no sistema eleitoral e Legislativo aprova semana de 40h para trabalhadores mexicanos

25/02/2026
Sheinbaum propõe reforma eleitoral e Congresso reduz jornada de trabalho
Sheinbaum - Foto: AP/Fernando Llano

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, apresentou nesta quarta-feira (25) uma proposta de reforma constitucional do sistema eleitoral. O projeto prevê a redução em 25% dos custos das eleições e diminui o número de deputados eleitos por lista partidária, conhecidos como plurinominais. Também estão previstos cortes nos recursos destinados ao Instituto Nacional Electoral (INE) e aos partidos políticos.

A iniciativa propõe o fim do sistema de resultados preliminares na noite da votação, estabelecendo que apenas os resultados finais sejam aguardados. O texto reforça a fiscalização de doações eleitorais, vetando recursos ilícitos e em dinheiro vivo, e proíbe o uso de inteligência artificial (IA) e bots em campanhas. Outras medidas incluem o estímulo ao voto de emigrantes e a redução da propaganda eleitoral na mídia.

"Não queremos um partido de Estado, não queremos um partido único", afirmou Sheinbaum. Ela ressaltou que "todos os candidatos têm que ir a campo conseguir o voto". Por outro lado, a oposição critica os cortes no INE, alegando riscos à independência e à capacidade técnica do órgão. A proposta será debatida no Congresso na próxima semana.

No mesmo dia, o Congresso mexicano aprovou a redução gradual da jornada semanal de trabalho, de 48 para 40 horas. A mudança, apoiada pelo governo, não prevê cortes de salários ou benefícios. O processo de transição começa em 2027, com redução de duas horas por ano até 2030. O texto foi aprovado na Câmara por 411 votos a 58 e já havia passado pelo Senado, seguindo agora para os Legislativos estaduais.

A reforma estabelece um teto de 12 horas extras semanais, distribuídas em até quatro dias, e proíbe trabalho extraordinário para menores de 18 anos. Segundo o governo, 13,5 milhões de trabalhadores serão beneficiados, enquanto analistas projetam impacto para até 30 milhões de pessoas. O Instituto Mexicano para a Competitividade (IMCO) avalia que a transição gradual facilitará o ajuste das empresas, mas representantes do setor automotivo alertam para possíveis aumentos de custos.

Com informações da Associated Press