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Dólar recua com apetite por risco externo e avanço de Flávio Bolsonaro em pesquisa

Moeda americana cai diante de cenário internacional favorável e polarização política após pesquisa AtlasIntel apontar empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro.

25/02/2026
Dólar recua com apetite por risco externo e avanço de Flávio Bolsonaro em pesquisa
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O dólar apresenta queda na manhã desta quarta-feira, 25, enquanto o Ibovespa futuro opera em alta e os juros longos recuam, refletindo maior apetite por ativos de risco no exterior. O movimento é impulsionado ainda pela valorização do petróleo e do minério de ferro, além da divulgação de pesquisa AtlasIntel que mostra empate técnico entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no segundo turno, ambos dentro da margem de erro. Os juros de curto prazo seguem estáveis após a divulgação dos dados fiscais do Governo Central.

De acordo com a pesquisa Atlas/Bloomberg, Lula caiu para 45% e Flávio Bolsonaro subiu para 37,9% no principal cenário de primeiro turno, em comparação à rodada de janeiro. Lula recuou 3,8 pontos percentuais, enquanto Flávio avançou 2,9 pontos. No segundo turno, o levantamento indica empate técnico, com Lula registrando 46,2% e Flávio 46,3%, evidenciando forte polarização. Em relação à pesquisa anterior, Lula recuou 3 pontos e Flávio avançou 1,4 ponto.

No campo fiscal, o Governo Central registrou superávit primário de R$ 86,9 bilhões em janeiro, superando o resultado de dezembro (R$ 22,1 bilhões) e de janeiro de 2025 (R$ 85,1 bilhões), mas ficando abaixo da mediana das expectativas do mercado (R$ 89,35 bilhões). As despesas subiram 2,9% e as receitas totais cresceram 2% em termos reais. A arrecadação federal atingiu R$ 325,75 bilhões, o maior valor mensal desde 2011.

As concessões no crédito livre caíram 17,2% em janeiro em relação a dezembro, segundo o Banco Central.

No cenário internacional, o mercado passou a considerar julho, e não mais junho, como o mês mais provável para o início do ciclo de cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed), diante das incertezas sobre a política comercial dos EUA após novas tarifas globais anunciadas por Trump. A probabilidade de corte em julho subiu para 65,7%, enquanto a de junho caiu para 46,1%. Para julho, há 45,1% de chance de redução de 25 pontos-base, 18,3% para 50 pontos-base e 34,3% de manutenção; em junho, a chance de manutenção subiu para 53,9% e as de corte diminuíram.