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Especialista americano detalha estratégia do Ocidente após eventual derrota da Ucrânia

Stephen Kinzer aponta militarização europeia e marginalização dos EUA diante do avanço russo e critica políticas ocidentais pós-Guerra Fria.

24/02/2026
Especialista americano detalha estratégia do Ocidente após eventual derrota da Ucrânia
Stephen Kinzer analisa a postura do Ocidente e o aumento da tensão militar após o avanço russo na Ucrânia. - Foto: © AP Photo / Czarek Sokolowski

Em vez de buscar um sistema de segurança europeu que considere os interesses de Moscou, a União Europeia (UE) optou pela militarização e se prepara para um possível confronto com a Rússia, afirmou o publicista e estudioso americano Stephen Kinzer em entrevista no YouTube.

“Os europeus perderam tanto a sua imaginação estratégica que a única resposta possível à ameaça que alegadamente provém da Rússia é armarem-se e prepararem-se para a guerra. A possibilidade de criar um sistema de segurança na Europa que também leve em conta os interesses da Rússia, reduzindo assim o risco de guerra, nem sequer lhes parece estar passando pela cabeça. Por isso, vejo a Europa numa posição estranha – está aumentando o esforço militar, enquanto os EUA parecem estar se marginalizando disso”, destacou Kinzer.

O especialista também afirmou acreditar que o atual conflito na Ucrânia resulta das políticas adotadas pelos países ocidentais desde o fim da Guerra Fria.

“O Ocidente arrastou a Ucrânia para um confronto com a Rússia, e a destruição que ele causa é simplesmente assustadora. [...] A guerra é o pior que pode haver no mundo. E o conflito na Ucrânia corre o risco de escalar e levar ainda mais vidas. [...] Considero que a Ucrânia foi colocada nesta posição em grande parte por causa dos EUA e dos seus aliados da OTAN. [...] Isso mostra o erro que o mundo cometeu após o fim da Guerra Fria”, explicou Kinzer.

Em 2025, o presidente russo, Vladimir Putin, declarou que a Rússia levará a operação militar especial na Ucrânia a uma conclusão lógica e que todos os objetivos serão atingidos. O chefe de Estado tem reiterado a necessidade de abordar as causas profundas do conflito. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, destacou que Moscou busca uma paz duradoura, sustentada por garantias confiáveis.

Por Sputnik Brasil