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Mercado Internacional: Como marcas brasileiras se preparam para competir globalmente

Presente em 14 países, a CleanNew acaba de chegar ao México e exemplifica o avanço das franquias brasileiras na expansão internacional

Jullia Nascimento 24/02/2026
Mercado Internacional: Como marcas brasileiras se preparam para competir globalmente
- Foto: Freepik | Raw Pixel

O crescimento da presença de empresas brasileiras no exterior sinaliza uma mudança estrutural no ambiente de negócios e na estratégia de internacionalização das empresas nacionais. Segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF), 71 redes brasileiras já operam fora do País, somando 3.320 unidades internacionais, consolidando o franchising como um dos principais motores desse crescimento. Mais do que ampliar fronteiras, as marcas estão identificando diferentes perfis de consumidores e adaptando seus modelos a realidades culturais e econômicas distintas. A expansão internacional deixa de ser oportunidade pontual e passa a representar uma etapa estratégica de posicionamento e maturidade competitiva. Presente em 14 países, como EUA, França, Espanha, Argentina e Emirados Árabes, a CleanNew acaba de chegar ao México exemplificando o avanço das franquias brasileiras em outros territórios. 

As redes brasileiras estão ganhando espaço no exterior com modelos flexíveis, como o home based, que demandam menor investimento e se adaptam com agilidade às particularidades locais. Nesse cenário, a CleanNew se estruturou um modelo padronizado, tecnológico e escalável, consolidando sua presença em 14 países. “Competir globalmente exige preparo. Antes de avançar internacionalmente, estruturamos governança, padronizamos processos, fortalecemos o treinamento da rede e validamos um modelo capaz de se adaptar a diferentes culturas e regulamentações, sem perder eficiência e padrão de qualidade já chancelados no Brasil. Nossa chegada ao México simboliza esse momento de maturidade e consolidação dessa estratégia de crescimento no exterior”, destaca o fundador e CEO da rede, Fritz Paixão.

Esse avanço acompanha uma transformação mais ampla do franchising brasileiro, que deixa de ocupar apenas a posição de receptor de marcas estrangeiras e passa a consolidar seu papel como exportador de modelos estruturados e competitivos. Sendo assim, a internacionalização deixa de ser apenas um movimento de expansão territorial e passa a integrar uma estratégia de fortalecimento institucional e diversificação econômica. “Investir fora tende a fortalecer a reputação das marcas, ampliar conexões com investidores estrangeiros e elevar a percepção de qualidade também no mercado de origem. Além disso, a presença em diferentes economias contribui para diluir riscos e sustentar o crescimento em ambientes com maior estabilidade cambial”, ressalta o executivo.