Geral

Macron alerta para interferência externa em eleições europeias e critica 'algoritmos chineses'

Presidente francês defende regulação digital mais rígida para proteger democracia e jovens de manipulação online.

13/02/2026
Macron alerta para interferência externa em eleições europeias e critica 'algoritmos chineses'
Macron alerta para interferência externa em eleições europeias e critica 'algoritmos chineses' - Foto: Reprodução

O presidente da França, Emmanuel Macron, alertou nesta sexta-feira, 13, para o risco de interferência estrangeira nas eleições europeias e defendeu regras mais rígidas para plataformas digitais, visando proteger a soberania democrática do continente.

Durante discurso na Conferência de Segurança de Munique, Macron destacou que, com importantes eleições previstas em países europeus, defender a soberania também envolve garantir "a integridade do debate público e dos processos democráticos". Segundo ele, as democracias estão "claramente sob pressão" diante da manipulação informacional e da interferência externa, amplificadas pelas redes sociais.

O presidente francês criticou a visão de que liberdade de expressão signifique ausência de regulação. "Como podemos imaginar que tudo o que é proibido no espaço público possa ser permitido no espaço digital sob o argumento da liberdade de expressão?", questionou. Para Macron, "liberdade implica respeito" e não pode ser usada como justificativa para discursos ilegais ou campanhas de desinformação online.

Macron também expressou preocupação com o papel dos algoritmos das grandes plataformas digitais. Ele questionou o significado de liberdade de expressão sem regras, afirmando que isso não pode equivaler a "entregar a mente dos nossos adolescentes a algoritmos de grandes empresas que não compartilham nossos valores ou a algoritmos chineses".

O presidente defendeu maior responsabilização das empresas de tecnologia e reiterou a proposta de proibir o acesso de menores de 15 anos às redes sociais, classificando a medida como uma forma de proteger "a nossa democracia" e a saúde pública.

Segundo Macron, preservar o "DNA das nossas democracias" exige a combinação de regulação digital, coordenação entre países e firmeza diante de tentativas de ingerência externa.