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Ceron rebate críticas de Mansueto à economia: 'não há espaço para negacionismo'
Secretário do Tesouro Nacional responde a críticas sobre gestão fiscal e destaca avanços econômicos recentes do governo federal.
O secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, utilizou as redes sociais nesta sexta-feira, 13, para responder às críticas feitas pelo ex-secretário do Tesouro e atual economista-chefe do BTG Pactual, Mansueto Almeida. Na última terça-feira, 10, Mansueto atribuiu a melhora de indicadores econômicos a fatores externos e alertou para a necessidade de ajuste fiscal no país.
"Em economia, não há espaço para negacionismo", afirmou Ceron no início do vídeo publicado. "Recentemente, em um evento, um ex-secretário do Tesouro tentou trazer um diagnóstico de que a economia brasileira não está em um bom momento, citando o período pós-2016, no qual ele integrava o governo. É importante tratarmos de fatos, então vamos a eles."
Ceron ressaltou que, entre 2016 e 2020, as despesas totais do Governo Central permaneceram acima de 19% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto em 2024 esse índice caiu para 18,7% e, em 2025, deve ser de 18,8%. O déficit primário médio do período 2016-2020 foi de 1,87% do PIB, contra 0,98% do PIB projetado para 2023 a 2025. Já a dívida bruta do governo geral atingiu 86% do PIB em 2020 e está prevista para encerrar 2025 em 78,7% do PIB.
"Naquele período, o gasto foi maior em relação ao PIB do que neste ciclo de governo, os resultados fiscais foram piores e o patamar da dívida, também maior", destacou Ceron.
O secretário ainda frisou que a inflação acumulada nos três primeiros anos do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva será a menor da história, em comparação com outros presidentes. Ele também apontou avanços como a redução do desemprego e a melhora nos indicadores de extrema pobreza e desigualdade de renda.
"O bom debate sempre é muito bem-vindo. Reconhecemos que o país precisa continuar o processo de recuperação fiscal para garantir um futuro melhor. Precisamos controlar as despesas obrigatórias para ampliar investimentos, aumentar a produtividade da economia e consolidar as conquistas. Mas o debate precisa ser feito com base em fatos", concluiu Ceron.
Na terça-feira, Mansueto havia afirmado que o Brasil provavelmente não manterá, nos próximos quatro anos, o mesmo ritmo de crescimento registrado desde 2022. Ele também argumentou que a melhora do déficit primário decorre do aumento da carga tributária e que a queda da inflação é consequência de juros elevados. Para o ex-secretário, a valorização do real resulta de uma rotação na carteira de investidores.
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