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Raízen registra prejuízo de R$ 15,6 bilhões no 3º trimestre da safra 2025/26

Resultado negativo é impactado por provisões contábeis e queda nas receitas; Ebitda ajustado recua 3,3%

13/02/2026
Raízen registra prejuízo de R$ 15,6 bilhões no 3º trimestre da safra 2025/26
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A Raízen reportou prejuízo líquido de R$ 15,645 bilhões no terceiro trimestre do ano-safra 2025/26, referente ao período de 1º de outubro a 31 de dezembro de 2025. O resultado representa um aumento de 509% em relação ao prejuízo de R$ 2,571 bilhões registrado no mesmo intervalo da safra anterior. Já a receita líquida recuou 9,7% na comparação anual, passando de R$ 66,872 bilhões para R$ 60,392 bilhões.

O Ebitda ajustado – indicador que mede o resultado operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização – totalizou R$ 3,151 bilhões, uma queda de 3,3% frente aos R$ 3,258 bilhões apurados no terceiro trimestre de 2024/25.

Segundo a companhia, o desempenho reflete o menor volume de açúcar e etanol comercializado no segmento EAB, além da retração das margens no segmento de Distribuição de Combustíveis na Argentina, pressionadas pela desvalorização do peso argentino.

O prejuízo líquido foi fortemente impactado pelo reconhecimento de provisões contábeis (sem efeito caixa) no valor de R$ 11,1 bilhões no trimestre. De acordo com a Raízen, "o reconhecimento dessas provisões decorre do atual contexto operacional e financeiro da Companhia, bem como da revisão dos julgamentos aplicáveis às premissas relevantes consideradas nos testes de recuperabilidade, em conformidade com as práticas contábeis vigentes".

A empresa destacou ainda que "essas provisões poderão ser revertidas, total ou parcialmente, caso cesse a incerteza significativa quanto à continuidade operacional".

No segmento de Distribuição de Combustíveis Brasil, o Ebitda ajustado avançou 50,5%, alcançando R$ 1,633 bilhão, impulsionado pela expansão dos volumes e das margens médias de comercialização. Já na Argentina, o indicador recuou 8%, para R$ 586,5 milhões (US$ 108,4 milhões), refletindo a parada programada para a modernização da refinaria de Buenos Aires, concluída em dezembro.