Geral
Censura não é Justiça: retirar reportagem é retirar o direito do povo de saber
A Tribuna do Sertão cumpre decisão judicial que determinou a retirada da reportagem “JHC no centro do escândalo: promotora deixa caso do IPREV sobre investimentos em Banco Master”. Cumpre para não ser punida. Mas recorre porque não aceita ser calada.
A lógica da censura é antiga: primeiro se remove um texto, depois se impõe o medo, por fim se instala o silêncio. Em democracias, a imprensa não é perfeita - e nem precisa ser. Ela precisa ser livre. Porque, sem liberdade, não existe fiscalização social, não existe debate público, não existe controle sobre o poder.
Retirar do ar uma reportagem já publicada não “protege” a sociedade: protege o conforto de quem não quer ser questionado. Quando a Justiça determina a supressão da notícia em vez de privilegiar caminhos proporcionais - como direito de resposta e esclarecimentos - o efeito real é um só: intimidar.
Alagoas já convive com problemas graves demais para ainda ter que conviver com a cultura da mordaça. A Tribuna do Sertão seguirá cumprindo a lei - e seguirá usando a própria lei para defender o que a Constituição garante: liberdade de imprensa e direito à informação.
A reportagem retirada será discutida no recurso judicial cabível. Mas a tentativa de silenciamento já é, em si, um fato público. E a Tribuna do Sertão não vai fingir que não aconteceu.
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