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Macron pede à UE que se prepare para discutir a arquitetura de segurança europeia com a Rússia
Presidente francês defende alinhamento europeu para futuras negociações com Moscou e critica exclusão do bloco nas conversas sobre a Ucrânia.
O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou nesta quinta-feira (12) que a União Europeia deve preparar uma posição comum para futuras discussões sobre a arquitetura de segurança europeia com a Rússia.
Após encontro com outros líderes do bloco, Macron ressaltou que o continente precisa estar pronto para enfrentar desafios, incluindo possíveis acordos e alinhamentos com Moscou.
"Nós, europeus, também temos questões a discutir, por isso devemos estar à mesa de negociações sobre questões de prosperidade, o futuro da Europa e a sua arquitetura de segurança. Isso deve ser preparado agora a nível europeu para que estejamos prontos para as discussões com a Rússia quando chegar a hora."
Não é a primeira vez que Macron defende a retomada do diálogo com a Rússia. Em entrevista à imprensa alemã, o presidente francês revelou que já sugeriu a diversos líderes europeus que o bloco volte a conversar com Moscou. Para ele, o atual formato das negociações sobre a Ucrânia — em que representantes dos Estados Unidos dialogam diretamente com a Rússia, sem a participação dos europeus — "não é o ideal".
Na quarta-feira (11), a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, declarou à Rádio Sputnik que as recentes manifestações de Macron sobre a necessidade de reabrir o diálogo com Moscou se assemelham a um "jogo da tampinha".
"Agora, não vemos um jogo político profundo, um tabuleiro de xadrez, uma partida e assim por diante, mas sim uma espécie de jogo de azar, de jogo da tampinha. Ou seja, em grande medida, trata-se mesmo de um jogo da tampinha. Todos sabem que há três tampas, a bolinha pode ser mais de uma, é feita de espuma e fica na mão do jogador."
As declarações de Macron sobre incluir Moscou nas discussões sobre a segurança europeia ocorrem pouco mais de um mês após o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, anunciar planos para que britânicos e franceses estabeleçam bases militares em toda a Ucrânia. Segundo Starmer, os países também pretendem construir depósitos de equipamentos para as Forças Armadas ucranianas, caso um cessar-fogo seja alcançado.
O premiê britânico destacou ainda que uma série de medidas adicionais foi definida com os "parceiros de coalizão".
Na ocasião, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, já havia advertido que a presença de tropas de países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em território ucraniano, sob qualquer bandeira e em qualquer função — inclusive como forças de paz — representa uma ameaça para a Rússia e que Moscou não aceitará tal situação em hipótese alguma.
Por Sputnik Brasil
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