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Ouro fecha em queda e prata tomba 9,8% com menor expectativa de corte de juros nos EUA

Dados fortes do mercado de trabalho americano reduzem perspectivas de cortes nas taxas e pressionam metais preciosos.

12/02/2026
Ouro fecha em queda e prata tomba 9,8% com menor expectativa de corte de juros nos EUA
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O ouro encerrou o pregão desta quinta-feira, 12, com queda de quase 3%, perdendo o patamar de US$ 5 mil por onça-troy. O movimento foi impulsionado por dados robustos do mercado de trabalho dos Estados Unidos, que diminuíram as expectativas de cortes de juros no curto prazo — fator que normalmente estimula a demanda pelo metal, que não oferece rendimento. A prata registrou ainda maior volatilidade, derretendo quase 10% no mesmo período.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para abril recuou 2,94%, fechando a US$ 4.948,40 por onça-troy. Já a prata para março despencou 9,81%, terminando a US$ 75,68 por onça-troy.

O relatório de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA mostrou queda para 227 mil solicitações, próximo da expectativa de 226 mil. O dado foi divulgado após o payroll, divulgado na quarta-feira, superar amplamente as projeções do mercado.

No cenário geopolítico, o ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, afirmou que tanto EUA quanto Irã demonstram flexibilidade e parecem dispostos a buscar um acordo nuclear. Entretanto, alertou que a inclusão do programa de mísseis balísticos iraniano nas negociações pode resultar em "nada além de outra guerra". Paralelamente, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, após encontro com Donald Trump na quarta-feira, declarou que os iranianos poderiam ser pressionados a aceitar "um bom acordo".

Além das questões políticas, o Saxo Bank destacou que o foco renovado nos dados econômicos dos EUA aponta para uma normalização após o recente pico de volatilidade. O feriado do Ano Novo Lunar chinês também pode reduzir o apetite por risco e a liquidez no mercado de metais.

Segundo a Capital Economics, o aumento do uso de alavancagem e negociação de futuros na China indica que a recente alta na demanda por ouro em Pequim está mais associada a uma bolha especulativa do que a uma busca por segurança. A consultoria alerta que isso pode ampliar a volatilidade e provocar novas oscilações bruscas nos preços, como as observadas no início deste ano.

Com informações da Dow Jones Newswires