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Brasil endurece contra o X por deepfakes do Grok; órgãos exigem bloqueio imediato de nudez falsa

MPF, ANPD e Senacon consideraram as medidas da plataforma "insuficientes" e cobram relatórios mensais sob pena de multa diária e responsabilização criminal

Redação com agências 12/02/2026
Brasil endurece contra o X por deepfakes do Grok; órgãos exigem bloqueio imediato de nudez falsa
Brasil endurece contra o X por deepfakes do Grok; órgãos exigem bloqueio imediato de nudez falsa - Foto: Depositphotos

O Brasil subiu o tom contra a plataforma X nesta quarta-feira (11). Em uma ação coordenada, o Ministério Público Federal (MPF), a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) declararam que as medidas adotadas pela empresa para conter abusos na ferramenta de inteligência artificial Grok são insuficientes.

O foco do conflito é a facilidade com que a IA gera imagens de sexualização não autorizada (deepfakes pornográficos) de pessoas reais, incluindo crianças e adolescentes.

"Dizem que arrumaram, mas falhou" A plataforma X informou ter removido milhares de publicações e contas. No entanto, as equipes técnicas dos órgãos brasileiros realizaram testes práticos e constataram que as falhas persistem, permitindo a criação e circulação desse tipo de conteúdo.

"A empresa não apresentou evidências concretas... que comprovem a efetividade dessas ações", diz a nota conjunta.

Ultimato e Exigências

Os órgãos determinaram a implementação imediata de barreiras efetivas no Grok. As novas ordens incluem:

  1. MPF: Envio de relatórios mensais (a partir de fevereiro) detalhando contas suspensas e conteúdos removidos.
  2. ANPD: As proteções devem ser aplicadas a todas as versões e planos do Grok.
  3. Senacon: Exige métricas auditáveis sobre moderação e tempo de resposta.

O descumprimento pode acarretar multas diárias, processos criminais por desobediência e ações judiciais severas.



Foto: https://depositphotos.com/