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Centrão pressionou ministro do TCU para encerrar liquidação do Master, afirma Renan Calheiros

Senador do MDB-AL relata constrangimento político no TCU e defende início de depoimentos pelo dono do banco Master

12/02/2026
Centrão pressionou ministro do TCU para encerrar liquidação do Master, afirma Renan Calheiros
Renan Calheiros - Foto: Reprodução / Agência Brasil

O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou nesta quarta-feira (11) que o grupo de trabalho responsável por supervisionar as investigações sobre o Banco Master irá requisitar dados do celular de Daniel Vorcaro, proprietário da instituição financeira. O senador defendeu ainda que os depoimentos do grupo comecem pelo banqueiro, embora a data ainda não esteja definida.

"Para que os trabalhos da comissão sejam produtivos, defendi isso publicamente, acho que deveríamos começar as fases de depoimento ouvindo o Vorcaro", declarou Calheiros após reunião com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin.

Durante o encontro, Renan reiterou o pedido de acesso às investigações relacionadas ao caso Master. "Vamos requisitar todas as informações das investigações, porque são várias investigações, para que possamos, com autoridade, colaborar na responsabilização dessas pessoas, mas fundamentalmente aperfeiçoar a legislação, a regulação e a própria fiscalização", explicou.

O senador também relatou ter discutido com Fachin as conversas mantidas com o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo, que teria sido alvo de constrangimento político para interromper medidas do órgão contra o Master.

"Contei para o ministro Fachin o clima de constrangimento do Tribunal de Contas da União. Eu estive lá, conversei pormenorizadamente com o presidente Vital do Rêgo. O Centrão chantageou um ministro do Tribunal de Contas para que ele acabasse com a liquidação (do Master, feita pelo Banco Central)", afirmou o senador.

Renan Calheiros destacou ainda que o grupo de trabalho fará o "possível" para esclarecer o caso, mas ressaltou que as atividades não têm o mesmo caráter de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). "Nós não temos papel de polícia, mas nós podemos ter papel na investigação", pontuou.

Reunião com a Polícia Federal

O senador também se reuniu nesta quarta-feira com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, a quem solicitou acesso a informações das investigações sobre o Banco Master. "Fizemos uma proveitosa reunião. Nosso objetivo é fortalecer a investigação da Polícia Federal para que, em nenhuma hipótese, haja blindagem. Pedimos acesso a informações, inclusive sigilosas", afirmou.

Segundo Renan, Andrei Rodrigues comprometeu-se a disponibilizar um assessor técnico para colaborar com os trabalhos do grupo da CAE que supervisiona as investigações do Master.