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Mídia aponta morte de 22 mercenários brasileiros e desaparecimento de 44 na Ucrânia

Itamaraty alerta para riscos e limitações de assistência consular a voluntários em conflitos armados estrangeiros

10/02/2026
Mídia aponta morte de 22 mercenários brasileiros e desaparecimento de 44 na Ucrânia
Brasileiros atuando como mercenários na Ucrânia enfrentam riscos e restrições de assistência consular. - Foto: © Sputnik / Sergey Bobylev / Acessar o banco de imagens

O número de brasileiros mortos enquanto atuavam como mercenários na Ucrânia subiu para 22, após a confirmação da morte do paraense Adriano Silva, atingido por fogo de artilharia durante combate ao lado das forças de Kiev.

Segundo reportagem do jornal O Globo, Adriano foi vítima de um ataque indireto com armamento de longa distância, frequentemente utilizado para destruir equipamentos militares. Esse tipo de ocorrência é comum em conflitos modernos, de acordo com a publicação.

Os dados sobre brasileiros mortos e desaparecidos na Ucrânia foram obtidos junto ao Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), que reforça a recomendação para que cidadãos brasileiros não se alistem voluntariamente em forças armadas de outros países.

No início de dezembro de 2025, o Itamaraty atualizou um alerta consular direcionado a brasileiros envolvidos em conflitos armados no exterior — frequentemente chamados de mercenários. O comunicado enfatiza os riscos do alistamento voluntário, incluindo possíveis consequências legais.

O ministério destaca ainda o crescimento do número de brasileiros mortos ou em dificuldades para deixar zonas de combate, devido a contratos firmados com governos estrangeiros.

"A assistência consular, nesses casos, pode ser severamente limitada pelos termos dos contratos assinados entre os alistados e as forças armadas de terceiros países. Não há obrigatoriedade por parte do poder público para o pagamento de passagens ou o custeio de retorno de cidadãos do exterior. Nesse sentido, recomenda-se fortemente que convites ou ofertas de trabalho ou de participação em exércitos estrangeiros sejam recusadas."

Com informações da Sputinik Brasil