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Portos brasileiros atingem recorde histórico com 1,4 bilhão de toneladas movimentadas em 2025

Crescimento anual de 6,1% reforça trajetória de expansão e atrai novos investimentos para o setor portuário nacional

10/02/2026
Portos brasileiros atingem recorde histórico com 1,4 bilhão de toneladas movimentadas em 2025
Portos brasileiros atingem recorde histórico com 1,4 bilhão de toneladas movimentadas em 2025 - Foto: Reprodução / Agência Brasil

Os portos brasileiros movimentaram 1,4 bilhão de toneladas ao longo de 2025, alcançando um recorde histórico. O volume representa um crescimento de 6,1% em relação ao ano anterior, conforme o relatório Desempenho Aquaviário 2025, divulgado nesta terça-feira (10) pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

“Hoje é dia de celebrar mais um recorde, que não é apenas um momento pontual, mas o reflexo de uma trajetória de crescimento consistente e da maturidade institucional do País”, afirmou Frederico Dias, diretor-geral da Antaq.

Nos últimos 15 anos, a movimentação de cargas no Brasil aumentou 67%. O volume saltou de 840 milhões para 1,4 bilhão de toneladas, segundo dados da agência.

Os resultados do final de 2025 apontam para uma tendência de alta em 2026. Em dezembro, a movimentação de cargas cresceu 14,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior, totalizando 119 milhões de toneladas em trinta dias, de acordo com a Antaq.

Investimentos impulsionam o setor

“Temos um modelo maduro, que atrai o investidor e garante que a nossa infraestrutura acompanhe a velocidade da produção brasileira”, destacou Alex Ávila, secretário nacional de Portos.

O Ministério de Portos e Aeroportos realizou oito leilões portuários em 2025, que somam R$ 10,3 bilhões em investimentos nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste. Os projetos incluem ampliação de capacidade e modernização de terminais, além de obras estruturantes como o Túnel Santos-Guarujá e melhorias no Canal de Acesso de Paranaguá.

Também foram assinados 39 atos, entre novas autorizações para Terminais de Uso Privado (TUPs) e alterações contratuais, totalizando R$ 5,81 bilhões em investimentos. Acrescentam-se ainda R$ 2,07 bilhões viabilizados por meio de gestão contratual, com aportes de operadores para modernização e ganhos de eficiência.