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Ouro fecha em queda em meio à correção e expectativa pelo payroll dos EUA

Metal precioso recua após ganhos recentes, com investidores atentos ao relatório de empregos americano e à política de juros do Fed.

10/02/2026
Ouro fecha em queda em meio à correção e expectativa pelo payroll dos EUA
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O ouro encerrou o pregão desta terça-feira, 10, em queda, mas manteve-se acima de US$ 5 mil por onça-troy. O movimento reflete uma correção após os ganhos da véspera, enquanto o mercado aguarda a divulgação do relatório de empregos dos Estados Unidos, conhecido como payroll, prevista para esta quarta-feira, 11. Além disso, investidores avaliam os sinais emitidos por dirigentes do Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano, sobre os rumos da taxa de juros no país.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para abril registrou baixa de 0,95%, fechando a US$ 5.031,00 por onça-troy. A prata para março também recuou, com queda de 2,25%, sendo negociada a US$ 80,38 por onça-troy.

O payroll, que havia sido adiado devido à paralisação parcial do governo dos EUA, será finalmente divulgado nesta quarta-feira. As projeções apontam para a criação de 30 mil a 135 mil empregos em janeiro, segundo levantamento do Projeções Broadcast. Para a Sucden Financial, a expectativa em torno desse importante indicador do mercado de trabalho americano influencia diretamente as negociações do ouro, ressaltando, porém, a alta volatilidade nos preços do metal.

Nesta terça, Beth Hammack, presidente do Fed de Cleveland, afirmou que sua previsão indica a manutenção da taxa de juros "por um bom tempo". Ela destacou que prefere adotar uma postura cautelosa na política monetária, optando por "pecar por excesso de paciência" em vez de ajustes precisos nos juros. A ausência de cortes pode limitar os ganhos do ouro.

O analista David Miller, gestor do ETF Gold Enhanced Yield pela Strategy Shares, acredita que, apesar da volatilidade recente, é possível que o ouro volte a subir em breve, já que os fundamentos que sustentam sua valorização permanecem inalterados. "É provável que os bancos centrais continuem comprando ouro", pontua.

Além das compras de ouro por bancos centrais, o mercado também observa a possível confirmação, pelo Senado, de Kevin Warsh, indicado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para a presidência do Federal Reserve, após a saída de Jerome Powell.

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que não solicitou ao indicado cortes nos juros, mas destacou que Warsh foi escolhido por ter uma "mente aberta".

Com informações da Dow Jones Newswires