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Lavrov afirma que Rússia não busca guerra com Europa, mas promete resposta militar se atacada
Chanceler russo diz que Moscou não pretende iniciar conflito, mas revidará caso seja ameaçada por países europeus.
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, declarou nesta segunda-feira (9) que Moscou não tem interesse em iniciar uma guerra contra a Europa, apesar das recentes declarações de líderes europeus sobre possíveis preparativos para um conflito.
Em entrevista à mídia russa, Lavrov destacou que, caso a Europa concretize ameaças e inicie hostilidades contra a Rússia, o país responderá de forma contundente.
"A Rússia dará uma resposta militar de pleno direito com todos os meios disponíveis para nós, de acordo com os documentos doutrinários sobre este assunto", afirmou Lavrov.
O chanceler ainda criticou o que chamou de contradições nas declarações europeias: "Primeiro, líderes europeus dizem que precisam se preparar para uma suposta guerra com a Rússia, alegando que Moscou atacaria em três anos. Depois, afirmam que a Rússia enfrenta dificuldades no front e que sua economia está em declínio".
Posição da Rússia após término do Tratado Novo START
Lavrov explicou que o tratado de controle de armas nucleares Novo START já não tinha validade nos últimos três anos, pois não foi renovado e acabou suspenso totalmente. Segundo ele, a administração do ex-presidente dos EUA, Joe Biden, adotou uma postura hostil em relação à Rússia, enfraquecendo o acordo.
O chanceler afirmou que Moscou observa atentamente os próximos passos dos Estados Unidos diante da ausência de restrições formais, mas garantiu que a Rússia agirá com responsabilidade e não será a primeira a promover uma escalada.
"O Tratado START estabeleceu princípios de respeito mútuo e consideração de interesses na área de segurança. Tudo isso foi desconsiderado pela administração Biden", disse.
Segunda rodada de negociações em Abu Dhabi
Sobre a segunda rodada de negociações trilaterais em Abu Dhabi para resolução do conflito ucraniano, Lavrov afirmou que tanto o Ocidente quanto a Ucrânia conhecem claramente a posição russa.
"As causas profundas [do conflito] não desaparecerão se não forem abordadas em qualquer tratado de paz. Estamos prontos para isso", declarou.
Lavrov também mencionou que o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, reconheceu publicamente os interesses russos em relação à não expansão da OTAN, fato que considera um "grande passo".
Segundo o chanceler, qualquer acordo deve considerar o reconhecimento dos territórios sob controle russo, resultado de tentativas ocidentais e ucranianas de ameaçar Moscou e prejudicar populações locais.
Para Lavrov, um entendimento só será possível quando os Estados Unidos pressionarem seus aliados na Ucrânia e na Europa a agir com "decência".
Por Sputnik Brasil
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