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Piloto usava RG falso para levar crianças a motel; abusos eram cometidos há ao menos 8 anos

Sérgio Antônio Lopes, de 60 anos, foi preso em Congonhas suspeito de liderar esquema de abuso e exploração sexual de menores.

09/02/2026
Piloto usava RG falso para levar crianças a motel; abusos eram cometidos há ao menos 8 anos
Piloto usava RG falso para levar crianças a motel; abusos eram cometidos há ao menos 8 anos - Foto: Reprodução/Policia Civil

Sérgio Antônio Lopes, piloto da Latam de 60 anos, foi preso nesta segunda-feira (9) suspeito de chefiar um esquema de pornografia infantil e estupro de vulnerável. Segundo as investigações, ele utilizava documentos falsos para levar crianças e adolescentes a motéis, cometendo abusos há pelo menos oito anos. A defesa do acusado não foi localizada.

“Ele tinha contato com algumas das vítimas e as levava até motéis utilizando RG de pessoa maior de idade. Uma das vítimas começou a ser abusada aos 8 anos e hoje está com 12. Outra acabou de completar 18 anos. Quando ele tinha contato físico com essas crianças, ele as estuprava”, afirmou a delegada Ivalda Aleixo, diretora do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pela investigação.

O piloto foi detido dentro de uma aeronave no Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, durante procedimentos de embarque.

De acordo com a polícia, Lopes teria "comprado" três meninas de 10, 12 e 14 anos, netas de uma mulher de 55 anos, que também foi presa durante a operação realizada nesta manhã. A reportagem segue tentando contato com a defesa dos suspeitos.

Em nota, a Latam informou que o piloto foi preso durante o embarque do voo LA3900, com destino ao Rio de Janeiro. O voo operou normalmente, decolando e pousando no horário previsto. A empresa declarou ainda que abriu uma apuração interna e está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.

Além das duas prisões, a polícia cumpre oito mandados de busca e apreensão contra quatro investigados. As ações ocorrem na capital paulista e em Guararema, na região metropolitana.

O inquérito policial teve início em outubro de 2025. Até o momento, três vítimas — de 11, 12 e 15 anos — foram identificadas, todas submetidas a situações graves de abuso e exploração sexual.