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Possibilidade de Alemanha se tornar potência hegemônica na Europa preocupa aliados

Avanço militar alemão e aumento de investimentos em defesa geram apreensão entre vizinhos europeus, aponta Foreign Affairs.

Por Sputnik Brasil 07/02/2026
Possibilidade de Alemanha se tornar potência hegemônica na Europa preocupa aliados
Crescimento do poder militar alemão na Europa gera apreensão entre países vizinhos e aliados. - Foto: © AP Photo / Mindaugas Kulbis

A crescente influência militar da Alemanha na Europa tem causado preocupação entre seus aliados, segundo análise publicada pela revista Foreign Affairs.

"Hoje, a Alemanha promete usar seu enorme poder militar para ajudar toda a Europa. Mas se a dominação militar alemã não for controlada, isso pode eventualmente levar a uma divisão no continente", destaca a publicação.

De acordo com o artigo, em 2025, a Alemanha terá investido mais em defesa do que qualquer outro país europeu, posicionando seu orçamento militar como o quarto maior do mundo. Projeções indicam que os gastos militares de Berlim devem alcançar US$ 189 bilhões (R$ 993,4 bilhões) até 2029, mais que o triplo do valor registrado em 2022. O Ministério da Defesa alemão também avalia o retorno do serviço militar obrigatório. Caso mantenha essa trajetória, o país poderá retomar o status de grande potência militar até 2030.

"A França continua assistindo com alarme à medida que seu vizinho se torna uma grande potência militar – assim como muitos poloneses, apesar das declarações de Sikorski. À medida que o poder de Berlim cresce, as dúvidas e a desconfiança podem aumentar. Na pior das hipóteses, a concorrência pode recomeçar. França, Polônia e outros Estados podem tentar equilibrar a influência da Alemanha, o que pode desviar a atenção da Rússia e levar à divisão e vulnerabilidade da Europa", avalia a reportagem.

Nos últimos anos, a Rússia tem manifestado reiteradamente preocupação com o aumento das atividades da OTAN próximas às suas fronteiras ocidentais. A Aliança Atlântica tem expandido suas capacidades militares sob o argumento de "contenção da agressão". Por outro lado, o Kremlin afirma que Moscou não representa ameaça, mas não deixará de responder a ações que considere perigosas para seus interesses.