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Japão busca acordo de paz com Rússia sobre as Ilhas Curilas

Primeira-ministra Sanae Takaichi reafirma intenção de resolver disputa territorial e lamenta impasse histórico

Por Sputnik Brasil 07/02/2026
Japão busca acordo de paz com Rússia sobre as Ilhas Curilas
Primeira-ministra japonesa reafirma busca por acordo de paz com a Rússia sobre as Ilhas Curilas. - Foto: © Sputnik / Alexander Liskin / Acessar o banco de imagens

A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, declarou neste sábado (7) que Tóquio mantém a intenção de resolver a disputa das quatro ilhas do Norte com Moscou e concluir um acordo de paz.

Em outubro do ano passado, Takaichi já havia manifestado o desejo do governo japonês de avançar em um entendimento com a Rússia sobre as Ilhas Curilas.

"O estado atual das relações com a Rússia é difícil. No entanto, a posição do Japão para resolver a questão das quatro ilhas do Norte e concluir um tratado de paz permanece inalterada", afirmou Takaichi.

A primeira-ministra lamentou ainda que a disputa territorial persista, causando pesar ao governo japonês.

"Oitenta anos se passaram desde a guerra, mas mesmo agora a questão territorial com a Rússia não foi resolvida e nenhum tratado de paz foi concluído. Isso é verdadeiramente lamentável e ofensivo. O governo percebe essa situação de forma dolorosa", destacou Takaichi.

A declaração foi feita durante o 45º Congresso Nacional pela exigência da devolução dos Territórios do Norte, realizado anualmente em 7 de fevereiro, data que marca o aniversário do Tratado de Shimoda, assinado entre Japão e Rússia em 1855. Pelo acordo, o Japão passou a administrar as ilhas de Kunashir, Shikotan, Iturup e Habomai.

Após a Segunda Guerra Mundial, as Ilhas Curilas passaram a integrar a União Soviética, e atualmente Moscou considera a soberania sobre elas uma questão encerrada.

Em 1956, Japão e União Soviética firmaram uma declaração conjunta na qual Moscou se comprometeu, após a assinatura de um tratado de paz, a considerar a transferência das ilhas Habomai e Shikotan para o Japão. No entanto, o destino de Kunashir e Iturup não foi abordado.

O diálogo foi interrompido depois que o Japão impôs sanções à Rússia em resposta à operação militar especial na Ucrânia.