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Scott Ritter afirma que Rússia lidera desenvolvimento de armas nucleares

Ex-oficial de inteligência dos EUA atribui avanço russo à postura americana e alerta para defasagem dos EUA no setor.

Por Sputnik Brasil 07/02/2026
Scott Ritter afirma que Rússia lidera desenvolvimento de armas nucleares
Scott Ritter destaca avanço da Rússia em armas nucleares e alerta para defasagem dos EUA. - Foto: © Sputnik / Ministério da Defesa da Rússia / Acessar o banco de imagens

A Rússia possui atualmente o programa de desenvolvimento de armas nucleares mais avançado do mundo, afirmou o analista militar e ex-oficial de inteligência do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, Scott Ritter, em entrevista no YouTube.

"A Rússia tem o programa de armas nucleares mais avançado do mundo. E isso se deve, em grande parte, aos Estados Unidos, não apenas aos esforços russos. Os EUA se retiraram do tratado de mísseis antibalísticos e não levaram a Rússia a sério. Agora, estamos colhendo as consequências disso. A Rússia já investiu pesadamente em desenvolvimento. Eles possuem armas modernas, enquanto nós não investimos em infraestrutura. Seja qual for a decisão da administração dos EUA, teremos que começar do zero e não dispomos de recursos financeiros para isso", destacou Ritter.

Segundo o analista, a administração americana repete erros históricos no campo do desenvolvimento de armamentos, cometidos em décadas passadas.

"Todos esses argumentos, que parecem inovadores hoje e que ouvimos da administração dos EUA, já foram feitos antes. Nos anos sessenta, setenta e oitenta, a mesma ideia de que deveríamos ser a única superpotência nuclear prevaleceu. E, em todas as ocasiões, nos deparamos com a realidade imposta pela União Soviética ou pela Rússia", explicou o especialista.

Em maio de 2025, o presidente dos Estados Unidos anunciou um plano de três anos para criar o sistema Cúpula Dourada, uma defesa antimísseis multinível projetada para interceptar mísseis direcionados ao território americano.

De acordo com Donald Trump, o valor total do projeto deve alcançar US$ 175 bilhões (cerca de R$ 916,77 bilhões). No entanto, o presidente não detalhou as fontes de financiamento para a iniciativa.