Geral
Trump amplia sanções e impõe novas tarifas a países que mantêm negócios com o Irã
Medida reforça pressão econômica dos EUA ao penalizar indiretamente nações que negociam com Teerã
Os Estados Unidos anunciaram uma nova ordem executiva para intensificar as sanções econômicas contra a República Islâmica do Irã, ampliando medidas já existentes e estabelecendo tarifas adicionais a países que mantenham relações comerciais com Teerã.
A decisão cria um precedente para a aplicação de tarifas sobre produtos importados pelos EUA provenientes de países que, direta ou indiretamente, comprem, importem ou obtenham bens ou serviços do Irã.
De acordo com a ordem, caberá ao Secretário de Comércio identificar quais países se enquadram nesses critérios, em consulta com o Departamento de Estado e outros órgãos relevantes. Após essa identificação, o Secretário de Estado, em conjunto com representantes do Tesouro, Comércio, Segurança Interna e o Representante Comercial dos EUA, deverá recomendar a aplicação e o valor das tarifas adicionais.
A nova diretriz amplia o uso de tarifas como instrumento de pressão econômica, punindo indiretamente qualquer Estado ou entidade que apoie ou mantenha relações comerciais com o Irã. O mecanismo permite ainda o monitoramento contínuo do comércio internacional relacionado ao Irã, possibilitando ajustes ou modificações nas tarifas conforme necessário, inclusive em resposta a retaliações de outros países ou a mudanças na postura de Teerã e seus parceiros.
A medida entra em vigor neste sábado (7) e se soma a outras sanções e restrições já implementadas pelos Estados Unidos.
'Irã está disposto a chegar a um entendimento com os EUA', diz Trump
Apesar da assinatura da nova ordem executiva, o presidente Donald Trump declarou que o Irã demonstra interesse em negociar com Washington.
"Eles estão dispostos a fazer muito mais do que fariam há um ano e meio, ou mesmo há um ano", afirmou Trump a repórteres.
O presidente também classificou as conversas com o Irã como positivas e destacou que o diálogo terá continuidade na próxima semana. Trump reiterou, porém, que poderá ordenar um ataque ao Irã caso o país persa se recuse a negociar um novo acordo.
Teerã sustenta que seu programa nuclear tem fins civis e energéticos, enquanto Estados Unidos e Israel alegam, sem apresentar provas, que o programa busca objetivos militares.
Por Sputnik Brasil
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