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EUA aprovam venda de peças militares à Ucrânia por US$ 185 milhões

Departamento de Estado autoriza fornecimento de peças de reposição para equipamentos militares ucranianos; venda visa aumentar prontidão operacional sem envio de técnicos americanos.

Sputinik Brasil 06/02/2026
EUA aprovam venda de peças militares à Ucrânia por US$ 185 milhões
Departamento de Estado dos EUA aprova venda de peças militares para Ucrânia, reforçando apoio logístico. - Foto: © AP Photo / Libkos

O Departamento de Estado dos Estados Unidos aprovou nesta sexta-feira (6) uma possível venda à Ucrânia de peças de reposição para equipamentos militares, no valor de quase US$ 185 milhões (aproximadamente R$ 965 milhões), informou o Pentágono.

"O Departamento de Estado tomou a decisão de aprovar a possível venda ao governo da Ucrânia de peças de reposição de Classe IX e equipamentos correlatos, em um valor estimado de 185 milhões de dólares", diz o comunicado oficial do órgão.

O governo norte-americano destacou que a transação não exigirá o envio de técnicos ou representantes dos EUA ao território ucraniano.

O Pentágono reconheceu, porém, que a Ucrânia depende de apoio externo para manter a prontidão operacional de equipamentos militares e armamentos de origem americana.

"A Ucrânia enfrenta uma necessidade urgente de fortalecer suas capacidades locais de apoio logístico para sustentar altos níveis de operação dos veículos e sistemas de armas fornecidos pelos Estados Unidos. O fornecimento de peças de reposição aumentará diretamente a eficácia de combate ao elevar a prontidão operacional geral, melhorar a logística e reduzir a carga financeira, graças a ciclos de reparo mais rápidos e sustentáveis", acrescentou o comunicado.

Por outro lado, a Rússia avalia que o fornecimento de armamentos à Ucrânia dificulta a resolução do conflito, envolve diretamente os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e representa uma "brincadeira com fogo".

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, já declarou que quaisquer cargas contendo armas destinadas à Ucrânia se tornarão alvos legítimos para Moscou.