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Petróleo fecha em alta após negociações entre EUA e Irã, mas acumula queda na semana

Commodity reage a conversas diplomáticas e volatilidade do dólar, mas encerra semana com recuo após primeiro declínio em um mês

06/02/2026
Petróleo fecha em alta após negociações entre EUA e Irã, mas acumula queda na semana
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Os contratos futuros de petróleo encerraram esta sexta-feira, 6, em alta, impulsionados pelo encontro entre Estados Unidos e Irã em Omã para discutir um possível acordo nuclear, além da fraqueza do dólar frente a outras moedas.

O petróleo WTI para março, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), avançou 0,41% (US$ 0,26), fechando a US$ 63,55 o barril.

O Brent para abril, na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), subiu 0,74% (US$ 0,50), cotado a US$ 68,05 o barril.

No acumulado da semana, porém, os preços da commodity registraram o primeiro declínio em pouco mais de um mês. O WTI recuou 2,54%, enquanto o Brent teve queda de 1,83%.

A sessão foi marcada por forte volatilidade, com os preços do petróleo revertendo perdas e passando a subir no início da tarde, após o encerramento das conversas indiretas entre Washington e Teerã "por enquanto". As delegações dos dois países participaram separadamente das reuniões, mediadas pelo ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr al-Busaidi.

De acordo com o The Wall Street Journal, o Irã manteve sua recusa em interromper o enriquecimento de combustível nuclear, mas demonstrou disposição para buscar uma solução diplomática que evite um ataque dos EUA na região. Investidores temem que uma escalada nas tensões possa causar danos à infraestrutura petrolífera iraniana ou interromper o transporte pelo Estreito de Ormuz.

"Embora as negociações possam tomar diferentes rumos e as ameaças de ação militar do presidente dos EUA, Donald Trump, sejam concretas, acreditamos que o Irã acabará cedendo, o que pode abrir caminho para um acordo nuclear e evitar o colapso do regime", avalia Peter Cardillo, da Spartan Capital. Segundo ele, esse cenário provavelmente levaria a uma queda acentuada nos preços do petróleo.

Com informações da Dow Jones Newswires