Geral
Hospital da Cidade salva mão de paciente e reforça vocação para atendimentos mais complexos
Paciente chegou em estado grave, com risco de amputação, foi submetida a procedimentos de urgência e deixou o Hospital da Cidade com a mão preservada e a saúde restabelecida.
Ela chegou ao Hospital da Cidade (HC) em estado grave, com dores intensas, febre persistente e uma infecção que avançava rapidamente pela mão e antebraço direito. O risco de amputação era real. A pele inchada mudou de cor em poucos dias, do vermelho ao roxo, até atingir um tom escuro que indicava necrose. O cenário era crítico, mas a resposta veio com rapidez, precisão técnica e trabalho integrado das equipes do hospital, resultando em um desfecho que hoje a paciente define como um milagre aliado à ciência.
“Esse hospital maravilhoso me deu toda a assistência. Quando eu cheguei aqui, a situação já tinha se agravado. A minha mão ficou muito edemaciada e foi mudando de cor, do vermelho para o roxo, depois para o preto. O médico chegou a identificar que havia necrose na minha mão”, relembra a paciente Gilvania Teodósio, a Dona Gil, emocionada ao contar a própria história.
Diante da gravidade do quadro, a equipe de cirurgia vascular do Hospital da Cidade avaliou imediatamente a necessidade de intervenção cirúrgica.
Igor Ramos, supervisor do Serviço de Cuidados Com a Pele do HC, contou que a paciente apresentava um quadro avançado de celulite infecciosa, com sinais claros de inflamação e infecção sistêmica. “Ela chegou com hiperemia, calor, rubor e com febre havia cerca de 18 dias. Foi admitida em caráter de urgência e passou por uma avaliação da cirurgia vascular, que indicou a realização imediata de uma fasciotomia para retirada da infecção e dos tecidos desvitalizados”, explicou o enfermeiro.
Após o primeiro procedimento, iniciou-se um acompanhamento conjunto entre a cirurgia vascular e o Serviço de Cuidados Com a Pele. Tecnologias avançadas foram decisivas para o controle da infecção e a recuperação do membro. “Utilizamos uma cobertura antimicrobiana chamada Sorbact, que atua por meio de uma tecnologia física, ajudando a revitalizar o tecido e controlar a infecção. Ela ainda precisou passar por mais dois desbridamentos até conseguirmos a aproximação da fasciotomia e, por fim, a alta hospitalar, com a saúde restaurada”, detalhou Igor Ramos.
O risco de amputação acompanhou todo o processo. “Diante da infecção instalada, havia sim a possibilidade de perda do membro. Por isso, o diagnóstico precoce e a atuação de uma equipe especializada fazem toda a diferença. Hoje o Hospital da Cidade conta com profissionais capacitados e fluxos bem definidos para garantir esse tipo de resposta rápida”, pontuou o supervisor.
Para Dona Gil, o resultado vai além da recuperação física. Enfermeira de profissão, ela viu na preservação da mão a chance de continuar exercendo o cuidado que sempre ofereceu aos outros. “Os médicos chegaram a dizer que talvez eu não pudesse mais usar a mão, mas graças a Deus e à equipe, o doutor César Ronaldo, que é um vascular maravilhoso, conseguiu salvar minha mão. Cada profissional, cada setor, chegou junto para me socorrer. Hoje eu já consigo assinar meus procedimentos, vou para casa continuar minha recuperação e, em breve, voltar a trabalhar. Eu já salvei e acolhi muita gente com essa mão”, comemora a paciente.

A diretora-geral do Hospital da Cidade, dra. Célia Fernandes, ressalta que histórias como essa refletem o modelo assistencial que vem sendo fortalecido na unidade. “O Hospital da Cidade tem investido na integração das equipes, na padronização dos processos e no uso de tecnologias que garantem segurança e resolutividade. Quando todos trabalham de forma articulada, o paciente sente o cuidado e os resultados aparecem”, disse.
O modelo de trabalho no HC é impulsionado pela gestão do Maceió Saúde, organização social sem fins lucrativos responsável pela administração do hospital. Para a diretora-presidente da instituição, Camila Porciuncula, o caso simboliza o objetivo maior da organização. “Nossa missão é tornar o Hospital da Cidade uma referência regional em qualidade assistencial. Trabalhamos para fortalecer as equipes, otimizar recursos e implantar uma cultura voltada à segurança do paciente e à excelência no cuidado. Ver uma paciente sair daqui com a saúde e dignidade preservadas é a confirmação de que estamos no caminho certo”, complementa.
Ao receber alta, Dona Gil falou do sentimento que fica após dias de cuidados no HC. “Só gratidão. Agradeço primieramente a Deus, à Nossa Senhora e a toda essa equipe desse hospital maravilhoso. Graças a essa cura, eu posso continuar trabalhando e cuidando de outras pessoas. Muito obrigada por tudo", disse a paciente.
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