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PIB pode crescer 2,3% enquanto inflação desacelera em 2025, projeta Ministério da Fazenda

Boletim Macrofiscal prevê crescimento econômico menor e inflação em queda, com mudanças nos setores produtivos

06/02/2026
PIB pode crescer 2,3% enquanto inflação desacelera em 2025, projeta Ministério da Fazenda
Ministério da Fazenda projeta crescimento menor do PIB e inflação em queda para 2025. - Foto: © Foto / Diogo Zacarias / Ministério da Fazenda

O Ministério da Fazenda divulgou nesta sexta-feira (6) o Boletim Macrofiscal, projetando crescimento do PIB de 2,3% e desaceleração da inflação para 2025, conforme reportou o portal Brasil 247.

Segundo a publicação, a estimativa de crescimento do PIB para 2025 foi revisada de 2,2%, conforme previsão de novembro passado, para 2,3% na nova atualização.

O Ministério da Fazenda destacou ainda que, caso a previsão se confirme, o resultado representará uma desaceleração significativa frente a 2024, ano em que a economia cresceu 3,4%.

A taxa de crescimento projetada para 2025 pode ser a menor desde 2020, quando o país enfrentava os impactos mais severos da pandemia de COVID-19, resultando em uma retração de 3,3% no PIB.

O Boletim Macrofiscal também aponta para mudanças na dinâmica do crescimento econômico, com expectativa de desaceleração da agropecuária, compensada por maior expansão dos setores industrial e de serviços, segundo a Secretaria de Política Econômica.

Em relação à inflação, o documento prevê que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) recue para 3,6%, repetindo a projeção feita em novembro do ano anterior.

De acordo com os dados do Ministério da Fazenda, a desaceleração inflacionária será sustentada principalmente pelo comportamento dos preços de bens industriais e de serviços.

"A inflação de bens industriais e serviços deve continuar a cair, repercutindo o excesso de oferta de bens e os efeitos defasados do enfraquecimento do dólar e da política monetária [alta de juros]", informou o ministério.

Dessa forma, o país deve se preparar para um período de crescimento mais moderado, mas com inflação em trajetória de queda, influenciada por fatores internos e externos que afetam o consumo e a formação de preços.

Por Sputnik Brasil