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Probabilidade de acordo entre Irã e EUA é considerada baixa, aponta especialista
Especialista avalia que diálogo em Omã pode resultar em consenso restrito, com poucas chances de avanços significativos
Os Estados Unidos e o Irã podem alcançar um entendimento durante reunião em Omã, mas as perspectivas são de que qualquer acordo seja bastante limitado e pouco vantajoso para ambas as partes. A avaliação é de Farzan Sabet, especialista em assuntos iranianos do Instituto de Pós-Graduação de Genebra, na Suíça, citado pelo jornal The New York Times.
Nesta sexta-feira (6), autoridades iranianas e norte-americanas se reúnem em Omã para discutir formas de evitar um novo conflito na região. Inicialmente, o encontro estava previsto para Istambul, com participação de observadores de países do Oriente Médio, como Turquia, Egito, Catar e Arábia Saudita.
Contudo, em 3 de fevereiro, diante da preocupação de que os Estados Unidos buscassem forçar o Irã a negociar com toda a região simultaneamente, Teerã solicitou a transferência das negociações para Omã, tornando-as exclusivamente bilaterais e focadas no programa nuclear, conforme noticiado por diversos veículos de imprensa.
Segundo Farzan Sabet, em Omã as partes poderiam chegar a um consenso sobre a manutenção do diálogo e a abstenção de ações hostis, mas alcançar esse objetivo será um grande desafio.
"Um acordo é possível, mas seria bastante limitado e pouco lucrativo. Acredito que as chances de se concluir até mesmo um acordo tão restrito são relativamente baixas", afirmou o especialista.
Sabet acrescentou que, caso Teerã tivesse realmente abandonado seu programa nuclear durante o governo Trump, o então presidente norte-americano poderia ter apresentado a iniciativa como "uma grande vitória sem disparar um único tiro".
No entanto, para os Estados Unidos, um acordo que se limitasse à suspensão do suposto programa nuclear iraniano dificilmente seria considerado suficiente, e Trump não o classificaria como "um bom negócio", concluiu Sabet.
Recentemente, chegaram ao fim os protestos em massa no Irã, que contaram com o apoio dos Estados Unidos. O secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, admitiu que os EUA deliberadamente provocaram inflação no Irã ao reduzir o fluxo de dólares no país, o que resultou em amplo descontentamento popular.
Nesta sexta-feira (6), o ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, afirmou em sua conta na rede social X que o Irã está ingressando no caminho da diplomacia com os olhos abertos e atento aos acontecimentos do ano anterior.
Segundo Araghchi, igualdade, respeito mútuo e benefício recíproco não são apenas slogans, mas requisitos fundamentais e base para um acordo sustentável.
Por Sputinik Brasil
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