Geral
UE propõe 20º pacote de sanções à Rússia com foco em petróleo, bancos e comércio
Medidas ampliam restrições sobre energia, setor financeiro e importações para pressionar Moscou por negociações de paz
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou nesta sexta-feira (6) a proposta do 20º pacote de sanções da União Europeia contra a Rússia, com foco em energia, sistema financeiro e comércio. Von der Leyen destacou que Moscou "só virá à mesa de negociações com intenção genuína se for pressionada".
No setor energético, o novo pacote prevê a proibição total de serviços marítimos para o transporte de petróleo bruto russo, em coordenação com parceiros do G7. A Comissão propõe ainda incluir mais 43 embarcações à chamada "frota fantasma", totalizando 640 navios, além de dificultar a aquisição de petroleiros e impor restrições abrangentes a serviços de manutenção para navios de gás natural liquefeito (GNL) e quebra-gelos, aprofundando o impacto sobre projetos de exportação de gás.
No campo financeiro, considerado o "ponto fraco" do Kremlin, estão previstas sanções a mais 20 bancos regionais russos, além de medidas contra criptomoedas, empresas e plataformas de negociação digital usadas para driblar restrições. O pacote também prevê ações contra bancos de terceiros países envolvidos no comércio ilegal de bens sancionados.
Em relação ao comércio, a UE vai reforçar controles de exportação, com novos vetos a bens e serviços — de borracha a tratores e serviços de cibersegurança —, estimados em mais de 360 milhões de euros. No lado das importações, haverá proibição de compras de metais, produtos químicos e minerais críticos ainda não sancionados, totalizando mais de 570 milhões de euros, além de limites para a importação de amônia. O pacote inclui ainda restrições adicionais a tecnologias e materiais utilizados no esforço militar russo e, pela primeira vez, ativa um instrumento para combater a evasão de sanções, proibindo a exportação de máquinas e equipamentos para países com alto risco de reenvio à Rússia.
Von der Leyen ressaltou que as receitas fiscais russas provenientes de petróleo e gás caíram 24% em 2025, atingindo o menor patamar desde 2020. Ela reforçou que "nossas sanções funcionam" e que serão mantidas até que Moscou se engaje em negociações sérias por uma paz justa e duradoura.
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