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Empresária acusa Suzane von Richthofen de retirar bens da casa do tio falecido sem autorização
Carmem Silvia von Richthofen afirma que Suzane se apropriou de bens do médico Miguel Abdalla Netto, falecido em janeiro, sem aval judicial. Caso é investigado pela Polícia Civil de São Paulo.
A disputa pela herança do médico Miguel Abdalla Netto, tio de Suzane von Richthofen, falecido em janeiro deste ano aos 76 anos, tornou-se caso policial. A empresária Carmem Silvia von Richthofen, que busca na Justiça ser reconhecida como viúva do médico, registrou boletim de ocorrência acusando Suzane de ter retirado bens do tio sem autorização judicial. O registro foi feito na última terça-feira, dia 3.
A reportagem tenta contato com a defesa de Suzane. O espaço permanece aberto para manifestação. O Estadão também procurou os advogados de Carmem e aguarda retorno.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), o caso foi registrado como exercício arbitrário das próprias razões na Delegacia Eletrônica e encaminhado ao 27º Distrito Policial – Ibirapuera, para investigação. Conforme a nota da SSP, Carmem relatou que uma sobrinha do marido se apropriou de bens dele sem autorização judicial. “A unidade policial da área analisa o caso para as medidas cabíveis de polícia judiciária”, informou a Secretaria.
Suzane é sobrinha de Miguel Abdalla, irmão de Marisa von Richthofen, mãe de Suzane. O médico deixou também um sobrinho.
Carmem, que registrou a ocorrência, é prima de Miguel pelo lado materno – o que a torna também parente de Suzane –, mas alega na Justiça que manteve união estável com o médico. O processo, ainda em tramitação no Fórum de Santo Amaro, pede o reconhecimento e, simultaneamente, a dissolução dessa união.
Miguel, ginecologista aposentado, foi encontrado morto em 9 de janeiro, em sua residência, na região do Campo Belo, zona sul de São Paulo. A causa da morte segue sob investigação. A polícia aguarda o resultado da necropsia e de exames periciais para esclarecer o óbito, cuja principal hipótese é infarto.
Investigação
A Polícia Civil de São Paulo apura também um furto ocorrido na casa do médico. Um boletim de ocorrência foi registrado por um sobrinho de Abdalla Netto em 20 de janeiro, relatando o desaparecimento de uma bolsa, um sofá e uma máquina de lavar da residência. O sobrinho informou à polícia que encontrou a porta blindada da cozinha arrombada. Segundo ele, o imóvel estava desocupado desde a morte do médico.
Carmem e Suzane disputam a posse dos bens deixados por Miguel, que não teve filhos nem deixou testamento. Por ter sido condenada pela morte dos pais, Suzane perdeu o direito à herança deles, mas pode ser herdeira do tio caso a união estável de Carmem não seja reconhecida pela Justiça.
O irmão de Suzane, Andreas, que herdou os bens dos pais, está na mesma condição. Após o assassinato de Marisa e Manfred Albert von Richthofen, em 2002, foi o tio Miguel quem assumiu a guarda de Andreas, então menor de idade.
O crime
Manfred e Marisa von Richthofen foram assassinados enquanto dormiam, em outubro de 2002, em um crime que teve grande repercussão nacional. Os autores tentaram simular um roubo. As investigações apontaram Suzane como mandante do crime, executado pelos irmãos Daniel Cravinhos, então namorado dela, e Cristian Cravinhos. Os três foram condenados, cumpriram pena e atualmente respondem em liberdade.
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