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OSCE enfrenta crise profunda e risco de autodestruição, alerta Lavrov

Chanceler russo atribui crise da organização ao afastamento dos princípios de Helsinque e destaca influência do conflito na Ucrânia.

06/02/2026
OSCE enfrenta crise profunda e risco de autodestruição, alerta Lavrov
Chanceler russo Sergei Lavrov alerta para crise e risco de autodestruição na OSCE durante reunião em Moscou. - Foto: © Sputnik / Sergei Guneev

A Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) atravessa uma crise profunda, resultado do afastamento radical da maioria dos países ocidentais dos princípios estabelecidos na Ata Final de Helsinque e em declarações posteriores da entidade. A avaliação é do chanceler russo Sergei Lavrov, que se manifestou nesta sexta-feira (6) durante encontro em Moscou com o presidente da OSCE, Ignazio Cassis, e o secretário-geral Feredun Sinirlioglu.

Segundo Lavrov, a agenda da OSCE tem sido dominada por interesses relacionados ao conflito na Ucrânia, até mesmo em áreas onde o foco deveria ser a cooperação mútua e projetos comuns.

Durante coletiva de imprensa, o chanceler afirmou ainda que Moscou está aberta ao diálogo sobre estabilidade estratégica e aguarda reciprocidade de outras partes, incluindo os Estados Unidos, para discutir o tratado Novo START, cujo prazo expirou na quinta-feira (5).

Ao comentar a tentativa de assassinato contra o tenente-general do Ministério da Defesa russo, Vladimir Alekseev, Lavrov declarou que o episódio ilustra a disposição da Ucrânia em realizar provocações constantes, com o objetivo de sabotar as negociações para a resolução do conflito.

Lavrov também relembrou as negociações entre Moscou e Kiev, realizadas em Istambul, em abril de 2022, poucos meses após o início da chamada operação militar especial. Segundo ele, após as conversações, ocorreu o episódio em Bucha, amplamente coberto pela BBC, que resultou em um novo pacote de sanções contra a Rússia. O chanceler destacou que, até hoje, os nomes das vítimas apresentadas na rua central de Bucha não foram divulgados, apesar das solicitações de Moscou.

Por Sputinik Brasil